Gênero e sexualidade

TRANSFOBIA

Mãe defende filho de ataque transfóbico nos EUA

Jen Anderson Shattuck, uma mãe norte americana, fez uma publicação em seu facebook nessa quarta-feira, 31, em defesa de seu filho de 3 anos e meio.

Cássia Silva

Coordenadora do CACH - Unicamp

sábado 3 de setembro| Edição do dia

O pequeno Roo gosta de usar saias de tule e diz que se sente feliz e corajoso com esse tipo de roupa. Na terça-feira, 30, a dupla de mãe e filho foi parada voltando do parquinho por um homem desconhecido, que exigiu saber o porquê da criança estar usando saia e acusou Jen de ser uma “mãe malvada” e de estar abusando de seu filho, por ele estar usando saia.

Jen diz que Roo não se sente confortável ainda hoje e que pergunta o tempo todo se o homem voltará para assombrá-lo, no que ela responde que: “Eu não posso dizer para o filho que o homem não virá, mas posso dizer isso: não serei intimidada. Não me farão vulnerável ou covarde. Não deixarei que um estranho raivoso diga ao meu filho o que ele pode ou não vestir.”

Confira o post da mãe:
Meu filho já usou sua saia na igreja, na padaria, no trem e brincando na caixa de areia. Na nossa parte do mundo, não é uma questão. Já fizeram perguntas bem-intencionadas, nós respondemos, ficou tudo bem. TINHA ficado tudo bem, até ontem.
Ontem, voltando do parquinho, meu filho e eu fomos parados por alguém que exigiu saber porque meu filho estava usando uma saia. Nós não conhecíamos este homem, mas aparentemente ele estava nos observando a algum tempo.
’Eu só estou curioso. Por que você continua fazendo isso com o seu filho?’, disse ele.

Ele não estava curioso. Ele não queria respostas. Ele queria que nós soubéssemos que o que meu filho estava fazendo - o que EU estava deixando o meu filho fazer - era errado.
’Ela não deveria continuar fazendo isso com você’, ele disse, falando diretamente com o meu filho. ’Você é um menino, ela é uma mãe malvada. Isso é abuso’.
Ele tirou fotos de nós, embora eu tenha pedido que ele não tirasse. Ele me ameaçou: ’Agora todo mundo vai saber, você vai ver’.
Eu chamei a polícia. Eles vieram, fizeram seu relatório, elogiaram a saia do meu filho. Ainda assim, meu filho não se sente seguro hoje. Ele quer saber ’O homem vai voltar? O homem mau? Ele vai falar coisas feias da minha saia de novo? Ele vai tirar mais fotos da gente?’.
Eu não posso dizer para o filho que o homem não virá, mas posso dizer isso: não serei intimidada. Não me farão vulnerável ou covarde. Não deixarei que um estranho raivoso diga ao meu filho o que ele pode ou não vestir.
O mundo pode não amar o meu filho pelo que ele é, mas eu amo. Eu fui colocada nesta terra para garantir que ele saiba disso.
Vou gritar o meu amor das esquinas.
Vou defender, gritando, o direito dele de andar na rua em paz, usando a roupa que quiser.
Vou mostrar para ele, do jeito que puder, que valorizo a pessoa que ele é, que confio na visão que ele tem para si e que apoio suas escolhas - não importa o que ninguém diga, não importam quem ou o quanto tentem pará-lo.
Nossa família tem um lema:
Nós amamos.
Nós somos gentis.
Nós somos determinados e persistentes.
Nós somos belos e corajosos.
Nós sabemos quem somos. Estranho raivosos não mudarão quem somos. O mundo não mudará quem somos - nós mudaremos o mundo.
EDITADO PARA ACRESCENTAR: Este post é público e pode ser compartilhado. Somos gratos a todos vocês por seu amor e apoio!".

Não podemos aceitar transfobia e Jen foi um exemplo na luta contra a construção compulsória do gênero. Que todos possam expressar seu gênero da forma como quiserem!




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