MATERNIDADE E INFÂNCIA NO CAPITALISMO

Mãe de menino que desmaiou de fome desabafa "estou desempregada"

segunda-feira 20 de novembro| Edição do dia

Leidiane Amorim, é mãe de 6 crianças e está desempregada, um de seus filhos é o aluno que desmaiou de fome na escola. O menino que anda 30 quilômetros todos os dias para chegar na escola, não tem apoio do pai e vive uma situação de necessidade em casa. Leidiane se pronunciou sobre o caso e contou viver em um apartamento do programa Minha Casa Minha Vida, mas que anteriormente vivia em uma ocupação em região nobre de Brasília.

Não há escola próxima ao local que vive Leidiane, seus filhos e outras 6 mil famílias. Assim, o filho de Leidiane e outras 250 crianças caminham 30 quilômetros por dia para ter acesso à educação. Com a mãe desempregada, a família vive com menos de um salário mínimo, tendo que arcar com as contas da casa, alimentação e vestimenta. "A barriga da gente fica doendo de tanta fome. A gente fala pra professora, mas ela não tem como resolver", declara uma das filhas de Leidiane.

Casos como de Leidiane são uma constante num sistema que sobrevive das misérias dos trabalhadores explorados. Famílias em situações como essa, são privadas de acesso à educação e saúde de qualidade, ficando expostos a péssimas condições de vida. Casos como esse mostram o projeto de miséria que o capitalismo reserva para mães pobres e para a juventude, convergindo e trazendo a tona tantos problemas em um caso só: falta de educação de qualidade, com escolas próximas dos jovens e crianças; falta de moradia com acesso à saúde e educação pública.




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