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Machismo, racismo e ódio na UFRGS

quarta-feira 13 de abril de 2016| Edição do dia

No dia 11 de Abril o Centro Acadêmico de História da UFRGS foi invadido. Nele foram colocados cartazes do Bolsonaro para presidente e também cartazes escrito "menos empoderamento" e "mais empauderamento", nesse cartaz tinha a imagem de uma mulher e ao lado estava um pênis furando uma estrela vermelha. Já tinham colocado esses cartazes em outros centros acadêmicos, como: do Direito, da Economia e da Biotecnologia.

No dia seguinte um estudante com a camisa Bolsonaro para presidente entrou no Centro Acadêmico de Letras, os alunos que estavam dentro pediram que ele se retirasse, porque não se sentiam confortáveis, o estudante se negou e ameaçou os estudantes do curso.

Dois dias antes das colagens dos cartazes fascistas no Centro Acadêmico do Direito, espancaram um estudante cotista indígena da UFRGS somente pelo fato dele ser indígena, o nome do estudante é Narlei Fidelis (como mostra a imagem ao final da matéria). O ataque se deu em frente à moradia estudantil da UFRGS no Centro de Porto Alegre.

É importante ressaltar que nos banheiros ao lado do Centro Acadêmico de Ciências Sociais estão escritas frases na porta como ’’todas as mulheres dessa universidade merecem ser estupradas’’, outras como "esses negros cotistas merecem ser queimados’’. Cada vez mais a Direita e o Fascismo vem se expondo nas Universidades, representados toda ideologia de miséria, desigualdade, racismo, machismo, homofobia e transfobia.

Trata-se de um absurdo sem tamanho que não pode ser tolerado. Ações como essas, escondidas sob uma falsa "liberdade de expressão", promovem o ódio e suas palavras se transformam cotidianamente em ações violentas nas ruas e casas país afora. É necessário organizar os estudantes para combater ações como essas.

Compreende-se que esse fenômeno está acontecendo com maior repercussão pelo fato de haver uma ofensiva nacional da Direita na que planeja derrubar o governo (este já vem aplicando ajustes fiscais diminuindo verba na educação e na saúde, atacando os trabalhadores) para implantar um governo que aumente ainda mais os ajustes fiscais, isso é, diminuir as verbas para educação e saúde para poder pagar a dívida pública para os bancos em valores maiores.

Essa ofensiva da Direita planeja aprovar e ampliar totalmente projetos como terceirização dos trabalhos, atacando os trabalhadores os colocando em condições degradantes, para garantir maior lucro dos empresários. Todos esses planejamentos que a Direita quer objetivar se dá em figuras públicas como Bolsonaro, Marina Silva, Michel Temer. E estes tem sustento com machismo, racismo, homofobia e transfobia; porque são bancados e eleitos por instituições religiosas que ocupam ou estão subordinadas à bancada evangélica e tem acordo com todas essas discriminações intolerantes. Exemplos de figuras públicas que representam essas instituições são: Marco Feliciano e Silas Malafaia.




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