Mundo Operário

REUNIÃO DA COORDENAÇÃO DA CONLUTAS

MRT defende que CSP-Conlutas levante a exigência por uma Assembleia Constituinte

A reunião da Coordenação Nacional da CSP- Conlutas aconteceu nos dias 09,10 e 11 de junho em São Paulo.

segunda-feira 12 de junho| Edição do dia

No último final de semana dos dias 09, 10 e junho em São Paulo, a Coordenação Nacional da CSP- Conlutas se reuniu para debater a crise política do país, a luta dos trabalhadores contra Temer e suas reformas e as tarefas da Central de preparação para a greve geral marcada no dia 30/06 pelas centrais sindicais. Durante os 3 dias, foram realizadas 2 mesas, 1 para o ponto de conjuntura nacional, outra com a temática de opressões, além de reuniões setoriais e o regimento interno para o próximo congresso da CSP- Conlutas indicado no mês de outubro.

A delegação do MRT conformada por trabalhadores da USP, professores e metroviários, apresentou a seguinte declaração para reunião: Construir comitês de base e levantar a bandeira de Constituinte Já!.

Pablito Santos, diretor do sindicato dos trabalhadores da USP e membro da ExecutivaEstadual da CSP-Conlutas, fez uma forte intervenção (veja abaixo) no debate de conjuntura sobre a saída para a crise política, mostrando como as ações recentes da classe trabalhadora levaram a uma enorme divisão da burguesia, abrindo-se momentaneamente um vazio de poder por cima. O que pode favorecer a intervenção da classe trabalhadora para vencer as reformas, se houver uma alternativa ao papel traidor das principais centrais sindicais.

Na mesa sobre opressões, a professora Luciana Vizzotto, recém-eleita conselheira estadual pela chapa da oposição na subsede sudoeste da Apeoesp, falou sobre o papel das mulheres na construção de comitês de base para que a greve do dia 30 seja controlada pelos trabalhadores e não pela burocracia Sindical:

Patrícia Galvão, diretora do Sintusp, da Secretaria de Mulheres do Sintusp e do grupo de Mulheres Pão e Rosas, interveio na mesa sobre opressões demarcando que “A luta das mulheres precisa ser uma luta anticapitalista. As mulheres devem sentir ódio das reformas, ódio dos ataques, pois são a maioria entre os mais pobres, são maioria entre os trabalhadores precarizados e sobre elas recaem a dupla jornada. As mulheres precisam ser linha de frente na luta, na greve geral, e não será eleições diretas que garantira qualquer direito às mulheres.”

Lourival Aguiar, demitido político do metrô, da Secretaria de Negros do Sindicato dos Metroviários e do movimento Nossa Classe interveio na mesa sobre América Latina defendendo que, como parte do internacionalismo proletário a CSP-Conlutas deve impulsionar com todas as forças uma campanha pela retirada das Tropas brasileiras do Haiti e que os sindicatos tomem medidas de solidariedade aos imigrantes haitianos que vivem no Brasil.

Francielton, trabalhador da manutenção do Metrô, da Secretaria de Negros do Sindicato dos Metroviários e do movimento Nossa Classe também interveio para demonstrar que os "negros, como parte dos setores oprimidos que são os mais atacados com as reformas de Temer e, por isso, os negros não podem ter qualquer confiança nas instituições do regime como o Judiciário e nesta policia racista e assassina" e defendeu a necessidade de uma "Assembleia Constituinte Livre e Soberana para que os trabalhadores e os setores oprimidos assumam tarefas fundamentais para as mulheres negras em nosso país como a efetivação dos trabalhadores terceirizados".

Nas resoluções foram apresentadas 3 propostas sobre a situação política. As duas primeiras, com redações muito semelhantes, marcavam a diferença entre o bloco do PSTU contra o bloco com o Mais a frente em relação à recente frente ampla criada pelas diretas já, a qual a proposta 2 defendia que não houve-se uma formulação para a central não integrar tal frente. Já a proposta 3, defendida pelo MRT apontava a necessidade da CSP-Conlutas se apresentar como uma alternativa concretas as principais centrais, através de impulsionar a construção de comitês de base e exigir que as centrais sindicais convoquem uma Assembleia Constituinte livre e soberana como resposta à crise política do país. Confira na íntegra as falas da professora Maíra Machado e do metroviários Felipe Guarnieri defendendo a proposta 3 na reunião:




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