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MPF recomenda ao MEC que suspenda inscrições do Sisu

Diante do extremo descaso de Bolsonaro e Weintraub com os estudantes prejudicados pelo erro do ENEM, o Ministério Público Federal recomendou ao MEC a suspensão das inscrições do Sisu.

sexta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

Mesmo diante de todo o descaso de Bolsonaro e do ministro da educação Abraham Weintraub que responsabilizou a gráfica Valid Soluções S.A pelo erro de correção das provas do ENEM, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal com atuação extrajudicial, recomendou ao Ministério da Educação (MEC) que suspenda as inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e altere o calendário do programa. A PFDC encaminhou o pedido para o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para que as inscrições sejam interrompidas até que haja nova conferência de todos os gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Tamanho descaso do governo, que além do prazo absurdamente ridículo de poucas horas para que os prejudicados informassem os erros na correção da sua prova, o MEC deu informações desencontradas sobre qual seria o número total de estudantes afetados.

Para Bolsonaro e Weintraub na prova não pode haver conteúdo de expressão de pensamento crítico, e que deve ser retirado, buscando uma suposta neutralidade que na verdade é a reprodução da ideologia dominante capitalista, abrindo cada vez mais espaços para visões mais conservadoras e reacionárias da extrema direita. O que eles têm a oferecer aos milhares de jovens prejudicados por esse erro que sonham entrar na universidade são as condições precárias de emprego e o impedimento de realizarem seus sonhos, afinal o projeto desse governo é transformar as universidades em locais cada vez mais restritos e excludentes principalmente à juventude pobre e negra.

É preciso defender a necessidade de uma investigação independente com participação das entidades estudantis, sindicais, professores e representantes dos movimentos sociais para assegurar que de fato se busque resolver o drama de milhares de estudantes e a garantia do pleno processo o mais rápido possível, e que a juventude em cada universidade, em cada escola, em cada local de trabalho e entidade estudantil, lute pelo fim do vestibular e estatização das universidades privadas, pois sabemos que somente acabando com os grandes monopólios privados que transformam nossa educação em mercadoria é que de fato conseguiremos democratizar o acesso ao ensino superior para toda a juventude.




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