Política

LAVA JATO

MPF investiga obras da Marginal Tietê feitas por José Serra em SP

Ministério Público Federal (MPF) investiga repasse de R$ 89,5 milhões para obras que ampliaram a Marginal Tietê em SP.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

quarta-feira 16 de novembro| Edição do dia

Foto: prosaepolitica.wordpress.com

O Ministério Público Federal (MPF) está investigando o repasse de R$89,5 milhões para empresas de fachada ligada ao operador financeiro Adir Assad e para o advogado Rodrigo Tacla Duran por consórcios e empreiteiras que executaram as obras de ampliação da Marginal Tietê, em São Paulo entre 2009 e 2011.

Estes repasses constam em relatório anexado pela Procuradoria da República, em Curitiba, no pedido de prisão e busca que fundamentou a ação da Polícia Federal, batizada de Dragão. A Lava Jato afirma que Assad e Duran cumpriram o papel de ’’operadores financeiros especializados na lavagem de capitais de grandes empreiteiras’’. O caso em questão trata - se de uma obra que ampliou as pistas da marginal, resultado de um convênio firmado entre o governo de São Paulo, na época comandado por José Serra, e a Prefeitura na gestão de Gilberto Kassab, atual ministro das Comunicações, Ciência e Tecnologia do governo Michel Temer.

As empresas Nova Marginal Tietê (Delta Engenharia e Sobrenco) e Desenvolvimento Viário (EIT e Egesa) foram contratados pela estatal Dersa, responsável pela licitação, por um valor total de 816,9 milhões. Os repasses considerados suspeitos pelos procuradores foram feitos diretamente para três empresas ligadas a Assad e para um escritório de advocacia de Duran. De acordos com os investigadores, as empresas ligadas aos operadores "revelaram-se pessoas jurídicas sem funcionamento real, ou seja, sem estrutura física ou pessoal para prestar os serviços pelos quais foram contratadas", "Em outros termos, revelaram-se como meras pessoas jurídicas interpostas em operações de lavagem de capitais".

Formado pela Delta e Sobrenco, o consórcio Nova Marginal Tietê recebeu ao todo R$ 360 milhões para a execução do lote 2 que previa a abertura de vias da Ponte das Bandeiras, no centro, até a Rua Ulisses Cruz, próxima ao Parque do Piqueri, na zona leste. O consórcio repassou R$ 37 milhões para Legend Engenheiros Associados. O Consórcio Desenvolvimento Viário ficou responsável por obras em 18,32 km, considerado os dois da via, entre o viaduto da CPTM e a ponte das Bandeiras, para isso recebeu R$ 456,9 milhões da Dersa.

De acordo com o Ministério Público Federal, a associação entre a EIT e Egesa pagou R$ 20,8 milhões à JSM Engenharia e Terraplanagem e outros R$ 16,1 milhões à SM Terraplanagem, ambas também vinculada a Assad. O Grupo EIT repassou ainda 11,9 milhões ainda R$ 11,9 milhões a JSM Engenharia e outros R$ 3,7 milhões ao escritório de advocacia de Duran.

Esta denúncia mostra que o PSDB em São Paulo literalmente transformou o estado num verdadeiro balcão de negócios para grandes empresários corruptos poderem lucrar livremente. Isto mostra que mesmo que a mídia blinde Geraldo Alckmin, o PSDB é uma parte importante deste regime corruptos onde os políticos e empresários fazem todo tipo de negociata espúria.

Não é a primeira vez que os tucanos do PSDB são citados em delações premiadas da Operação Lava Jato. O principal motivo da benevolência de Moro com os tucanos é que o Juiz quer preservar este partido para as eleições presidências em 2018. Justo o partido que demonstrou saber atacar os trabalhadores e demais setores populares da sociedade, o que mostra que estes senhores possui muita convicção para serem arbitrários contra os direitos da população. Como já afirmamos, somente através uma mobilização independente dos trabalhadores e demais setores populares da sociedade que questione a propriedade privada que vamos combater a impunidade dos políticos dos ricos.




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