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MEC vai investigar a vida de reitores das universidades

Dentre os critérios para nomeação dos reitores, MEC e Bolsonaro analisarão a “vida pregressa” com base em dados sigilosos fornecidos pela ABiN (Agência Brasileira de Inteligência) e CGU (Controladoria Geral da União). Esse decreto vem conjuntamente com uma série de ataques a educação, especialmente às universidades, que visam atacar ideologicamente e materialmente estudantes, professores e funcionários.

sexta-feira 7 de junho| Edição do dia

Depois de um polêmica envolvendo o INEP, órgão responsável pelo ENEM e pelos Censos Educacionais, quando o Ministro da Educação Abraham Weintraub tentou ter acesso aos dados sigilosos de estudantes e professores disponíveis na base de dados, agora Bolsonaro e seus ministros pretendem aprofundar o controle sobre os dirigentes universitários.

A tentativa de acesso pelo Ministro da Educação aos dados sigilosos de professores e estudantes de vários níveis educacionais, tanto da rede pública quanto privada, motivou mais uma saída do dirigente do órgão que, dentre outras coisas, organiza o ENEM. O delegado da Polícia Federal Elmer Vicenzi não suportou a pressão e a ameaça de paralisação dos funcionários do INEP caso os dados fossem vazados e saiu do cargo.

Mas a sanha de querer aprofundar o controle ideológico sobre a juventude e as universidades não parou aqui. Por Decreto retirou a autonomia dos reitores para nomearem vice-reitores e diretores, passando essa prerrogativa ao Ministro da Educação, Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni e Secretaria de Governo, General Santos Cruz. Essa ingerência nas universidades, junto com os cortes nas verbas de custeio e milhares de bolsas de pós-graduação, visa tentar quebrar a resistência de setores da juventude e de professores aos ataques que o governo já vem realizando, e aos ataques que ele ainda tentará passar.

O colunista Cleber Lourenço na Revista Fórum fez importante denúncia que pode ser conferida aqui. Nela, além dos ataques já descrito, o colunista denuncia que pelo mesmo Decreto será autorizada a ABiN, órgão do Gabinete de Segurança Institucional comandado pelo General Augusto Heleno, e a CGU, realizarem pesquisa sobre a “vida pregressa” dos reitores para que Bolsonaro e todos os ministros já citados, além é claro dos assessores desses ministros, possam analisar a vida dos reitores.




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