ESCÂNDALO

MEC repassou 12 milhões para empresa de ex-esposa de Wassef. Valor ainda pode chegar a 24 milhões

O Ministério da Educação, na época, chefiado por Abraham Weintraub, chegou a repassar uma imensa quantidade de dinheiro para empresa ligada a, Cristina Boner, ex-esposa de Wassef. Além desse valor, a quantidade recebida pode ser 24 milhões de reais, considerando os contratos do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) e do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

quarta-feira 24 de junho| Edição do dia

Desde o início do Governo Bolsonaro, o Ministério da Educação chegou a repassar essa imensa quantia para a empresa, de nome Globalweb Outsourcing, sendo que o valor pode ser ainda maior, considerando contratos com outros ministérios.

Atualmente, a Globalweb Outsourcing, é administrada por uma das filhas de Cristina, sendo que o próprio MEC já firmou contratos para que a mesma recebe cerca de R$ 16,1 milhões até fevereiro de 2021.

Além disso, enquanto o próprio Bolsonaro afirma que não tem mais dinheiro para seguir repassando o auxílio emergencial, essa empresa seguiu recebendo milhares de reais por via de contratos com outros ministérios além do MEC. A conta chega a R$ 239 milhões.

Conforme se desenvolve a crise do regime, acabamos nos deparando com cada vez mais contradições que envolvem o perfil arbitrário do governo Bolsonaro e das instituições que seguem vigentes. Com a prisão de Queiroz, que estava abrigado na casa de Wassef, e a debandada do odioso ex-ministro Weintraub para Miami, em meio a investigações contra ele pelo inquérito das fakenews, vemos esses vínculos se escancarando cada vez mais.

Frente a esse absurdo, não podemos mais tolerar que esses empresários seguem recebendo essa quantidade de dinheiro, enquanto os trabalhadores e a juventude paga por essa crise, através de piores condições de emprego ou mesmo com suas próprias crises, advindas das condições sanitárias que Bolsonaro e o capitalismo nos preparou.

É fundamental que os trabalhadores tomem uma posição independente de Bolsonaro ou de qualquer outro agente da burguesia que segue lucrando em meio a miséria, ecoando o grito de “Fora Bolsonaro, Mourão e militares”. Todos esses recursos poderiam ser destinados para a produção de insumos que visem salvar vidas e não enriquecer os bolsos de contatos do presidente. Por isso, a população deveria decidir mais profundamente os rumos através de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que possa tomar as principais medidas políticas do país, e que esse processo sirva de lição para que os trabalhadores, conforme impulsionam sua organização, superem os limites da democracia e avancem para enfrentar até o final a miséria que nos é preparada.




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