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MEC não paga bolsistas do PET durante a pandemia: pelo pagamento imediato

O MEC segue sem pagar os bolsistas do PET, um projeto desenvolvido por grupos de estudantes, organizados a partir de formações em nível de graduação nas Instituições de Ensino Superior do País. Uma das vias que muitos estudantes encontram para se manter estudando diante da falta de permanência estudantil e a intensa precarização da vida da juventude.

quinta-feira 28 de maio| Edição do dia

Como se não bastasse as bizarrices que o racista a frente do Ministério da Educação, Abraham Weintraub vomita pela boca, ou as chantagem contra as universidades para implementar o Ensino à Distância sob ameaça de mais cortes na educação, e terem enviado para votação no senado o Future-se. O MEC segue sem pagar os bolsistas do PET, um projeto desenvolvido por grupos de estudantes, com tutoria de um docente, organizados a partir de formações em nível de graduação nas Instituições de Ensino Superior do País buscando integrar o ensino, pesquisa e extensão com a educação tutorial. Uma das vias que muitos estudantes encontram para se manter estudando diante da falta de permanência estudantil e a intensa precarização da vida da juventude.

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, a Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC) impôs um relatório das atividades que os grupos fizeram no mês de março e abril, como requisito para se receber as bolsas. Entretanto, mesmo com o envio deste relatório, as bolsas sofreram atrasos sem justificativa apresentada. Isso fez com que milhares de estudantes não recebessem aquilo que para muitos é a única fonte de sustento, já que a permanência estudantil segue em falta.

Tamanho absurdo realmente corresponde com o verdadeiro “E daí”, que Bolsonaro diz diante das mortes pela Covid-19. Um negacionismo absurdo, capacho do imperialismo de Trump e dos desejos dos empresários que está levando nosso país a se tornar o epicentro mundial da pandemia. E em meio a tudo isso, a falta de respostas dadas pelo MEC aos membros do PET se intensificou, deixando grandes incertezas sobre a continuidade dos grupos e aumenta a vulnerabilidade estudantil dos inúmeros PETianos e PETianas que têm como forma de sustento a bolsa do PET.

É por isso, que defendemos o imediato pagamento de todas as bolsas atrasadas, sem nenhuma cobrança pela produtividade das atividades, como se fosse possível manter a rotina e a normalidade em meio a essa situação. Os Centros Acadêmicos, DCEs, e as entidades como a UNE, precisam se colocar na linha de frente de organizar os estudantes em defesa do pagamento imediato das bolsas estudantis, mas também na luta contra os enormes ataques a educação, como o Future-se e o EAD, que condensam bastante do nefasto projeto de Bolsonarismo e sua tropa ideológica orientada pelo astrólogo que mora nos EUA, como Weintraub, Damare e Salas.

Defender a educação e as universidades é parte da mesma luta pelo fora Bolsonaro, Mourão e os militares, uma luta que passa por não ter nenhuma confiança no STF golpista, que agora disputa com Bolsonaro e os militares quem pode mandar e decidir pelas nossas vidas. Por isso não temos nenhuma confiança nesse judiciário, ou naqueles que agora fingem supostamente defender a democracia, mas estiveram lado a lado no golpe institucional, na votação da reforma da previdência, da reforma trabalhista e da PEC do congelamento do orçamento na saúde e da educação.

Por isso, defendemos que o povo decida, nos enfrentando não só com o governo, mas com esse regime degradado, lutando para impor uma assembleia constituinte livre e soberana para debater os grandes problemas que afligem o país. Nossa luta é ao lado das trabalhadoras da saúde, dos trabalhadores precárias dos aplicativos, dos operários ameaçados de demissão ou redução de salários, das professoras obrigadas a implantar o EAD nas escolas públicas e privadas. Nossa luta é ao lado da classe trabalhadora, a única classe que é verdadeiramente essencial para o combate à pandemia e ao sistema capitalista que gerou essa catástrofe.




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