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MEC irá manter PIBID até 2017

Desde o ano passado, várias ameaças ao PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência) e muitas mobilizações em várias universidade do país e agora, com as greves nas federais e estaduais paulistas, a discussão do PIBID e do corte da bolsa voltou: várias greves tem como pauta o #FicaPIBID.

Jenifer Tristan

ABC Paulista

quinta-feira 9 de junho de 2016| Edição do dia

O governo nos últimos anos veio cortando gastos com a educação só no ultimo ano de governo Dilma cortaram 23 bilhões e o atual governo interino do Temer golpista tem não só implementado os cortes, mas como propostas de reformular de conjunto a educação, com uma lógica militar, acabando com os cursos de humanas, precarizando ainda mais a Educação e retirando o incentivo à docência.

Um mês antes de Dilma ser afastada do cargo de presidente, a portaria 46º, de 11 de abril de 2016 foi publicada na gestão do ex-ministro Aloízio Mercadante com a reformulação do programa com cortes ao incentivo de diminuição de 50% a 90% das bolsas, cerca de 90 mil bolsas no país.

A luta é o caminho!

O MEC (Ministério da Educação) decidiu cancelar a portaria até 2017 e manter o programa tal como está, segundo a secretária executiva da pasta, Maria Helena Guimarães de Castro."Nós nos comprometemos a cancelar a portaria e analisar com calma. Não estou dizendo se é boa ou ruim, não tenho nem condições de avaliar se ela é ou não pertinente, mas ela foi feita em cima da hora, sem nenhuma previsibilidade, ninguém se preparou para aquilo e nós não queremos que haja insegurança jurídica, tanto do ponto de vista das universidades quanto do ponto de vista dos alunos", disse, após audiência na Câmara dos Deputados.

Os estudantes no país todo tem se mobilizado e se organizado em torno de pautas por permanência e assistência estudantil, como o governo não investe na educação grande parte dos professores ficam sozinhos na sala de aula tendo que atender a 30 ás vezes 40 alunos em uma sala, com o PIBID o aluno vira auxiliar desse professor, assim o governo não tem que gastar em salário real de um auxiliar e paga menos o estudantes que está precisando de dinheiro para se manter no curso.

Adiaram agora a portaria mas nada impede que amanhã reabram com ataques ainda mais duros contra os estudantes é necessário seguir o exemplo da UNICAMP e exigir FICA PIBID, permanência, assistência estudantil e qualidade nas bolsas e ensino.

10J e as greves para colocar nas ruas a luta pela educação

As greves das universidades estaduais paulistas e as lutas dos secundaristas em diversos estados são pontos de apoio fundamentais a partir de onde alçar uma luta unificada nacionalmente em defesa da educação.

Os cortes, que começaram com força ainda no governo Dilma no início do ano, apenas tendem a ser reforçados pelo novo governo golpista, e a nossa única forma de combatê-los é ao lado dos trabalhadores da educação e com independência política.

O 10J é uma oportunidade para colocarmos essas lutas de forma unificada nas ruase precisamos exigir da UNE e das centrais sindicais e sindicatos da educação que deixem de cumprir o papel passivo que vêm desempenhando até agora e organizem essa luta. É uma vergonha que até esse momento, na véspera do 10J, essas entidades não tenham mobilizado em nada e nem organizado qualquer luta.




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