ENEM 2017

MEC aceita imposição do Escola Sem Partido rasgando o edital do ENEM

sábado 4 de novembro| Edição do dia

Após Carmem Lúcia, Ministra do Supremo Tribunal Federal, decidir à favor da pauta do Escola Sem Partido e proibir a anulação de redações do ENEM contrárias aos direitos humanos, o Ministério da Educação informou através de nota que repeitará a decisão e acatará as imposições dos reacionários que odeiam os direitos humanos.

Leia a Nota:

"O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) comunicam que acatam a decisão do Supremo Tribunal Federal e que não vão recorrer da decisão. O MEC e o Inep entendem que os participantes do Enem 2017 precisam fazer a prova com segurança jurídica e com a tranquilidade necessária ao Exame.

Diante disso, o MEC e o Inep informam aos participantes do Enem 2017 que não haverá anulação automática da redação que violar os Direitos Humanos, como previa o Edital do Enem. Continuam em vigor os critérios de correção das cinco competências, conforme estabelecido na Cartilha de Participante - Redação no Enem 2017"

Ao proceder desta forma, o Ministério da Educação rasgou o edital do Exame Nacional do Ensino Médio de 2017. Desta forma, os 7,6 milhões de inscritos que estudaram durante todos estes meses, são avisados de última hora que a regra segundo a qual se preparam para a redação não vale mais, graças aos reacionários do Escola Sem Partido e seus aliados no Supremo Tribunal Federal e no MEC.

A decisão contraria o básico elementar que é dar tempo de preparação para os candidatos dos concursos públicos, mostrando a completa inépcia dos Ministros do Supremo, que não foram eleitos por ninguém para fazer que querem com as leis segundo seus próprios interesses.

Mas não é de se esperar nada de tão diferente, no Ministério da Educação do governo golpista que aceita Alexandre Frota como conselheiro da educação (!), um dos que defende o reacionário projeto escola sem partido que visa proibir o debate de gênero, opressões e todo tipo de pensamento crítico nas escolas. Também não se poderia esperar menos de Cármen Lúcia que deu o "voto de minerva" à favor do ensino religioso confessional (ensinar a rezar) nas escolas públicas.

Enquanto isso, milhões de estudantes que já enfrentariam o Enem da exclusão, com pouquíssimas vagas no filtro social que representa esta prova, ainda tem que aturar estes políticos que nada sabem da vida dos estudantes e que atuam para acabar com o Ensino Público, permitindo que reacionários do Escola Sem Partido imponham regras às provas dos concursos públicos.

Também leia: STF atende o Escola Sem Partido e autoriza redações contra direitos humanos no Enem




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