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MBL processado por danos morais após postagem mentirosa sobre Wagner Moura

Até agora a justiça do Rio não conseguiu intimar representantes do movimento, que nunca são encontrados para assinar a intimação.

sexta-feira 10 de agosto| Edição do dia

Até agora a justiça do Rio não conseguiu intimar representantes do movimento, que nunca são encontrados para assinar a intimação.

​O ator Wagner Moura entrou com uma ação na justiça contra o MBL (Movimento Brasil Livre) por danos morais por conta de uma postagem que o grupo postou no Facebook, insinuqndo que o ator recebeu dinheiro via Lei Rouanet para fazer vídeos que defendiam Dilma Rousseff.

O post foi publicado em 30 de março de 2016, antes do impeachment de Dilma, e mostra uma foto de Moura com a seguinte frase: "Wagner Moura, captando R$ 11,5 milhões pela Lei Rouanet, fará vídeos defendendo o governo Dilma."

No processo, o MBL é acusado de calúnia, injúria e difamação e os advogados do ator afirmam que a postagem tem potencial "devastador". O post teve mais de 20 mil curtidas, 31 mil compartilhamentos e 3.000 comentários.

Embora o processo seja do ano passado, está parado. Até agora a justiça do Rio não conseguiu intimar representantes do movimento. Os representantes nunca são encontrados para assinar a intimação.

Os mesmos advogados de Wagner Moura também estão a frente de casos semelhantes de outras personalidades que foram alvo de postagens do MBL, como o músico Tico Santa Cruz e o escritor e humorista Gregório Duvivier. Não é coincidência: Os três artistas foram contrários e críticos ao golpe.

A maior intenção de Moura, segundo os advogados, é combater a sensação de impunidade que existe hoje na internet.

"O Wagner não tem essa postura de sair processando todas as pessoas que o agridem nas redes sociais. Mas neste caso, ultrapassou-se o limite do ponderável, porque essa publicação do grupo viola a intimidade, a honra e a vida privada dele."

O MBL já foi procurado pela imprensa e como resposta afirmou que por não ter sido intimado não tem como se pronunciar sobre o assunto. No final do mês passado, inclusive, a mesma rede social excluiu quatro páginas do MBL.




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