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MBL coloca Temer no centro de seu Congresso, o golpista os chama de amigos pedindo paz

segunda-feira 18 de novembro| Edição do dia

O ex presidente golpista Michel Temer foi a atração principal do Congresso do Movimento Brasil Livre, ocorrido em São Paulo neste final de semana. Com um tom mais apaziguador e "pelego", o Congresso do MBL teve como centro a pacificação social, temendo a possibilidade de que instabilidades políticas possam gerar situações de luta de classes no país, como ocorre no Chile.

O discurso de "paz social", - que quer dizer a paz construída com a repressão contra os trabalhadores e o ataque aos direitos dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre - foi prontamente entregue pelo ex presidente golpista. Temer disse: "O MBL poderia, com essa juventude toda, com natural entusiasmo, encabeçar um movimento pela tranquilização do país."

O Congresso é claramente uma tentativa de "Tabata-amaralização" do MBL- um discurso supostamente de "centro", mas que no fundo esconde uma política de ataques brutais aos direitos dos trabalhadores e financiamento de sua agenda por grandes grupos capitalistas - cujos porta-vozes chegaram a afirmar que estão fazendo um processo de "amadurecimento" - e que segundo eles, teriam aberto "a caixa de pandora da polarização". Quem não os conhece que os compre.

Para o Congresso, estavam confirmados também Orlando Silva (PCdoB) e Arlindo Chinaglia (PT). Ambos iriam confluir no discurso "anti-polarizador" - afinal de contas, são grandes conciliadores e procuram acordos até mesmo com os golpistas do MBL - os mesmos que deram tudo o que tinham para execução do golpe contra Dilma Rousef. Orlando Silva e Chinaglia cancelaram a ida alguns dias antes do Congresso. Talvez porque após Lula ter sido solto, a repercussão de suas participações em um evento deste tipo poderia pegar mal entre seus próprios companheiros de partido?

O MBL não engana ninguém com este "discurso de mea culpa", seu movimento atende interesses imperialistas, como foi o caso da Lava Jato e do golpe no Brasil. Organizaram as manifestações para que a burguesia colocasse Temer. Foram o último grupo político do país a fazer oposição ao Temer, e tanto é que é por isso que este se sente tão à vontade de chamá-los de os "amigos do MBL".

A tal "mea culpa" que teria saído em uma entrevista ao Estado, é mais falsa que nota de três reais. No Congresso, Arthur ’mamãe falei’ esclareceu: "O MBL não errou(...) A espetacularização da polarização foi extremamente necessária. Em nenhum momento fomos incoerentes e não enfrentamos sem honra nossos inimigos." Ou seja, é um mea culpa só para quem acredita em papai noel e coelho da páscoa.

Os interesses do MBL confluem 100% com os de Bolsonaro quando o assunto é reforma da previdência, ou as relações com o golpe na Bolívia e com a direita na Venezuela ou com Trump. Estão aí para manter o capitalismo, os ataques aos trabalhadores e a opressão imperialista ao país, e trocam de slogan e discurso como quem troca de roupa.

Leia mais: Del Caño: “Temos que preparar um grande partido da classe trabalhadora para quando venham levantes como no Equador e no Chile”




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