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GREVE CORREIOS

MBL ataca greve dos Correiros em defesa da privatização da empresa e da Reforma Trabalhista

Frente a uma greve nacional, que atinge mais de 20 estados do país, contra a Reforma Trabalhista e as privatizações das empresas públicas, o MBL se colocou ao lado de Temer e de Guilherme Campos contra os trabalhadores e ao patrimônio público.

quinta-feira 21 de setembro| Edição do dia

O que poderia-se esperar de um grupo que defendeu abertamente que a Reforma Trabalhista fosse aprovada, mesmo que evidentemente ela significasse um dos maiores retrocessos em direitos trabalhistas em anos? Não obstante, este grupelho capanga de Temer, se colocou abertamente em defesa da privatização dos Correios, projeto que querem para todo o patrimônio público do país.

A greve dos trabalhadores dos correios teve início no último dia 20 se provando uma greve de todos os trabalhadores do país. Essa categoria que se enfrenta há anos contra a precarização do trabalho dos ecetistas e às ameaças de privatização dos Correios, mesmo nos governos do PT, agora se enfrenta com a forte ameaça de privatização da empresa, ensaiada pelo entreguismo da Eletrobrás, da Casa da Moeda, da Infraero. Hoje mesmo, o ministro Moreira Franco anunciou que a venda dos Correios está em estudo.

Saiba mais: Correios entra em greve em 20 estados contra a reforma trabalhista e a privatização

A greve dos correios pode derrotar essa tentativa, com isso atrapalhar seriamente os planos de Temer de entregar outras empresas públicas centrais, como os bancos públicos e a Petrobras. Os capangas de Temer na juventude, o MBL, sabendo que a luta dos trabalhadores dos correios podem atrapalhar o seu sonho golpista de ve as empresas públicas gerando lucro privado em cima da maior exploração dos trabalhadores e de serviços medíocres à população, colocaram-se frontalmente contra a greve na sua página no Facebook e em defesa da privatização dos Correios.

É um escândalo uma greve tão ampla contra a Reforma Trabalhista, que avança sobre os direitos da classe trabalhadora de todo país, seja tratada como algo que atrapalha a vida da população. Essa luta é de toda a população do país, pode ser um grande ponto de apoio para que Temer e sua ofensiva neoliberal contra os trabalhadores e o patrimônio público seja derrotada.

A empresa, sob direção de Guilherme Campos, está tentando empurrar negociações da Campanha Salarial dos trabalhadores, desrespeitando prazos, para o período em que a reforma entra em vigência, onde poderão ser feitos acordos individuais com os trabalhadores. Ela propõe diversos absurdos aos trabalhadores, como o ataque ao plano de saúde, redução de cipeiros, redução de licenças remuneradas, fim da ginástica laboral, dentre outras formas de fazer dos ecetistas uma categoria ainda mais precária.

É preciso cercar de solidariedade essa importante luta, assim como outras no país, como é o caso dos professores do Rio Grande do Sul. Já são mais de 20 estados onde os trabalhadores dos Correios se encontram em greve, de modo que são um grande exemplo de como derrotar as reformas neoliberais e a ofensiva privatista de Temer.




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