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Lutador nigeriano nocauteia adversário racista e fã de Trump: “Brasil, essa é para vocês. É para o mundo todo”

Kamaru Usman, negro, filho de imigrantes nigerianos, lutou contra Colby Covington, estadunidense, branco, conhecido por difundir posições racistas e xenófobas nos EUA e ser um apoiador do presidente racista Donald Trump.

segunda-feira 16 de dezembro de 2019| Edição do dia

Essa luta que aconteceu no sábado representou muito mais do que apenas mais um evento do torneio. Representou, no ringue, um embate entre os povos negros e imigrantes, que nos EUA sofrem com a política racista e xenófoba de Donald Trump, que desde que venceu as eleições nos EUA segue a política da extrema-direita de restringir as fronteiras para imigrantes, principalmente imigrante latino-americanos ou africanos, e retirar direito dos povos negros seguindo a tradição racista do sistema capitalista, tradição essa que estava do outro lado do ringue, representado por Colby, que apoia Donald Trump e em suas declarações deixa muito claro que está ao lado da extrema-direita.

Usman antes de entrar para lutar contra o seu adversário declarou que entraria no ringue com a fúria de todos os imigrantes dos EUA, que sofreram as duras políticas de Trump como foi o escandaloso caso de cárcere de crianças imigrantes que eram pegas tentando ultrapassar as fronteiras, eram separadas de seus familiares e recebiam maus tratos pelo governo americano.

No Brasil temos o governo Bolsonaro também representa a mesmas ideias racistas e xenófobas de Donald Trump e Colby Covington. O lutador reacionário já atacou o Brasil em 2017 quando lutou em São Paulo, se referiu aos brasileiros como “animais imundos” e ao Brasil como “chiqueiro”.

Com toda essa motivação especial, Usman, atual campeão dos pesos médios, não apenas venceu a luta como humilhou seu oponente. Covington teve a mandíbula quebrada e foi nocauteado no quinto assalto. Saiu para os vestiários correndo e humilhado, enquanto Usman era anunciado campeão e dedicava a vitória ao Brasil, país que Covington decidiu ofender gratuitamente.

Após nocautear Covington, Usman dedicou sua vitória "ao Brasil e ao mundo inteiro."




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