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Declaração | "Lula vem a MG com sua política de conciliação com a direita visando aliança com Kalil", diz Flavia Valle

Nesta segunda e terça-feira Lula estará em Belo Horizonte e Contagem buscando fechar alianças ainda em aberto com a direita no estado. Flavia Valle comenta sobre o que isso significa e como a esquerda deve encarar.

segunda-feira 9 de maio | Edição do dia

Nesta segunda e terça-feira, Lula estará em Belo Horizonte e Contagem, respectivamente, buscando fechar alianças ainda em aberto com a direita, sobretudo com Kalil, no estado. Flavia Valle - professora da rede estadual, militante do MRT e ex candidata a deputada federal em 2018 - comenta sobre o que isso significa e como a esquerda deve encarar. Veja:

“Em meio ao rechaço de setores de trabalhadores e da juventude ao governo de (e para os) patrões de Romeu Zema, que ao longo desses quatro anos ficou ao lado do governo Bolsonaro e Mourão e de todos os ataques aos trabalhadores e ao povo, Lula vem a BH e Contagem. Ele fará sua visita a MG tentando avançar na sua aliança com diferentes setores da direita no estado, como Alexandre Kalil do PSD do centrão, assim como o PT faz nacionalmente, reabilitando políticos como Geraldo Alckmin, que é um pilar histórico dos ataques neoliberais.

Lula e o PT falam que vão combater a extrema direita com essa política de conciliação, que na prática termina fortalecendo alas reacionárias do regime político que estiveram por trás do golpe de 2016 e de sua prisão, ambos arquitetados para atacar os trabalhadores e o povo. Esse é um regime podre que sempre favoreceu os empresários da mineração, dos transportes, do capital financeiro no país e o autoritarismo do judiciário, como vemos novamente agora com o STF buscando atacar as conquistas da greve da educação no estado em um claro alinhamento com o carrasco Zema.

Esse projeto histórico de alianças do PT com a direita é mais perverso agora, em que a crise capitalista é maior e o povo pobre e trabalhador sofre mais com aumento dos preços, a inflação e a retirada de direitos pelas reformas trabalhista e da previdência. É urgente uma alterativa de independência de classe nessas eleições, nacionalmente e em Minas Gerais, sobretudo frente à crise do PSOL, que se dilui no projeto com Lula, Alckmin e com a golpista Marina Silva. Construímos o Polo Socialista e Revolucionário para batalhar contra a extrema direita de Bolsonaro e Zema junto a todos que estão descontentes com a diluição da esquerda em projetos com Alckmin, Kalil e Marina Silva e para batalhar por uma alternativa de independência de classe nas eleições e nas lutas."

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