Política

LAVA JATO

Lula novamente na mira da Lava Jato

O ex-presidente Lula é denunciado novamente pela Lava Jato. A denúncia foi oferecida nesta quarta (14), acusando Lula dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo contratos firmados entre a Petrobrás e a Construtora Norberto Odebrecht S/A.

quinta-feira 15 de dezembro de 2016| Edição do dia

Essa é a segunda acusação formal da força tarefa de Moro. Seguem na perseguição a Lula, assim como no caso do Triplex, também envolvendo lavagem de dinheiro e corrupção.

Por meio de um esquema que aponta o envolvimento na nomeação de Paulo Roberto Costa e Serviços para a diretoria da Petrobrás, os nomeados geravam recursos que eram repassados para enriquecimento ilícito de Lula, de outros agentes políticos e agremiações que participavam do loteamento dos cargos públicos. Acusam também de envolvimento em campanhas eleitorais movidas por dinheiro criminoso.

Junto da denúncia estão os empresários Marcelo Odebrecht, Antomio Palocci, Branislav Kontic, Paulo Melo, Demerval Gusmão, Glaucos da Costamarques, Roberto Teixeira e Marisa Letícia Lula da Silva. Todos envolvidos em lavagem de dinheiro, corrupção ativa ou passiva, ou ambos crimes.

O montante denunciado é equivalente a de 2% a 3% dos oito contratos celebrados entre a Petrobrás e a Odebrecht, somando cerca de R$ 75 milhões. Segundo denúncia, o valor foi repassado ao partidos e políticos da base de Lula, principalmente PT, PP e o PMDB de Temer.

Parte deste dinheiro teria sido usado para a construção do Instituto Lula, em São Paulo. A propina teria sido paga pela Odebrecht no ano de 2010. Envolvendo como intermediários o então deputado federal Antonio Palocci e seu acessor parlamentar Branislav Kontic.

Com recursos que comprovaram vir da Odebrecht, porém, o imóvel do Instituto foi comprado pela DAG Construtora Ltda. Envolvendo esquema junto de Glaucos, parente do pecuarista José Bumlai, orientado por Ricardo Teixeira, que atuou lavando o dinheiro.

De acordo com as anotações de Marcelo Odebrecht, planilhas da DAG e dados de quebra de sigilo bancário, as vantagens ilícitas desde a compra e manutenção do Instituto, até 2012, chegam a R$12 milhões. Além disso, supostos R$ 504 mil foram pagos como forma de pagamento para Glaucos, por sua atuação. Porém, usados para comprar uma cobertura ao lado da cobertura de Lula.

Segundo investigação, Lula que ficou com a cobertura em nome de Glauco. Marisa teria chegado a assinar um contrato de fictício de locação com Glauco, porém, indicios apontam que nunca houve pagamento de aluguel pelo até novembro de 2015.

Com informações de Agência Estado




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