Política

RIO GRANDE DO SUL

Luiz Carlos Heinze que já fez declarações racistas e homofóbicas quer governar o RS

O deputado federal e membro da bancada ruralista, Luiz Carlos Heinze que já fez declarações de ódio dizendo que índios, quilombolas, gays, lésbicas são “tudo que não presta”, será candidato ao governo do Rio Grande do Sul.

segunda-feira 30 de julho| Edição do dia

Nas vésperas das eleições de 2018, estão sendo fechadas as candidaturas para o governo do estado do Rio Grande do Sul. Não sendo muito diferente como é na questão nacional, a crise do estado e do governo Sartori, segue com a vinda de candidatos que não vão enfrentar a fundo o problema e que prometem às elites locais mais ataques contra os trabalhadores e o povo. Entre um dos candidatos que merece destaque, e vem justamente para servir aos interesses da elite, principalmente do setor ruralista. É o candidato do Partido Progressista (PP), o deputado federal Luiz Carlos Heinze.

Quem não se lembra dele que em novembro de 2013 fez uma declaração racista e homofóbica em um vídeo dizendo que gays, lésbicas e quilombolas são “tudo o que não presta”. Os comentários do deputado lhe renderam o título de racista do ano pela ONG inglesa Survival. Nesse vídeo Heinze foi em um encontro com produtores rurais no município de Vicente Dutra (RS) sobre as demarcações de terras para os povos indígenas, o deputado incita aos ruralistas a entrarem em confronto com os indígenas. Essas declarações de ódio aos negros, indígenas e LGBTs, ele faz ao se referir ao gabinete do então ministro Gilberto Carvalho. Nas palavras dele: “é ali que estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo o que não presta, ali está aninhado, e eles têm a direção e o comando do governo”.

Luiz Carlos Heinze também é a favor do trabalho escravo, pois teve uma participação fundamental em 2014 na proposta de mudança da chamada PEC do Trabalho Escravo que previa expropriação de terras sem indenização em casos de flagrante de trabalho escravo. Essa proposta de emenda constitucional não agradou aos grandes latifundiários brasileiros que recorreram ao seu lobby parlamentar. A bancada ruralista no congresso se organizou e propôs alterar a definição de “trabalho escravo”, e e propôs outras expressões como “jornada exaustiva” e “ trabalho degradante”, para agradar os interesses do ruralistas. Heinze foi o relator do processo.

O partido de Heinze é herdeiro legítimo da Arena, que era a sigla do governo da ditadura militar. Trata-se de um partido conservador ligado ao ruralismo o Rio Grande do Sul, daí vem seu membros com um perfil anti-indígena e anti-quilombola. Também o PP é a sigla que teve o maior número de parlamentares envolvido na Lava Jato, havendo 5 dos 6 deputados federais gaúchos citado pelas investigações, incluindo o próprio Heinze.

Nem de longe Luiz Carlos Heinze é uma alternativa para o estado e a saída da crise, sua candidatura só servirá para favorecer aos interesses dos latifundiários gaúchos e para isso irá atacará os indígenas e quilombolas. O povo também ainda sofrerá com a crise, pois assim como Sartori, Heinze e seu partido iram a descarregar a crise em cima dos trabalhadores, parcelando salários de servidores e precarizando cada vez mais os serviços públicos, para garantir o pagamento da dívida do estado com o governo federal, que recai também ao pagamento da dívida pública, onde quem acaba lucrando são os grandes banqueiros. Enquanto no Rio Grande do Sul, monopólios como a Gerdal e a RBS continuarão sonegando impostos para garantir seus lucros. E o governo do estado só irá endurecer mais os ataques a população para as elites continuarem sendo favorecidas.




Tópicos relacionados

Eleições 2018   /    Crise gaúcha   /    Racismo   /    Política

Comentários

Comentar