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Lucro e morte com Bolsonaro: 42 mais ricos do Brasil lucraram US$ 34 bilhões durante a pandemia

segunda-feira 27 de julho| Edição do dia

Enquanto a classe trabalhadora está comendo o pão que o Bolsonaro amassou, os 42 mais ricos do Brasil enriqueceram, e muito, com a pandemia. Os números são da ONG OxFam. Segundo a entidade, 42 bilionários brasileiros aumentaram suas fortunas em 34 bilhões de dólares, o equivalente à 175 bilhões de reais na cotação do ministro Paulo Guedes.

Os dados escancaram que o clubinho dos bilionários vive em uma realidade paralela dos milhões de brasileiros. Enquanto se estima que até 52 milhões de pessoas se tornarão pobres e 40 milhões perderão seus empregos ainda este ano, oito novo bilionários surgiram na América Latina desde o início do isolamento social. Esses dados fazem parte da pesquisa “Quem Paga a Conta? - Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid-19 na América Latina e Caribe”.

O crescimento nas riquezas dos bilionários não é somente nacional. Segundo o relatório, ao todo, na América Latina e no Caribe 73 bilionários aumentaram suas fortunas em 48,2 bilhões de dólares somente entre março e junho: “A riqueza dessa elite de supermilionários da região cresceu 17% desde meados de março”. Esse crescimento vai na contramão de toda crise sofrida pela população latino-americana e caribenha.

O relatório também cita os abalos sofridos nos fartos bolsos dos bilionários por conta da pandemia e impacto nas Bolsas. Contudo, as saídas possíveis para esses ricaços são muitas. A Oxfam Brasil afirma que as fortunas dos bilionários “são um antídoto que lhes permite contar com uma capacidade de reação para rapidamente recolocar seus investimentos em ativos mais seguros ou rentáveis, assim como aproveitar as oportunidades do mercado”. Além disso, sabemos que toda precarização do trabalho e as MPs do governo Bolsonaro para demitir e cortar salários está a serviço de manter o lucro desses burgueses em dia.

Ou seja, enquanto a saída ofertada para os trabalhadores se resume em demissão, corte salarial, empregos informais e exposição ao coronavírus sem direito a teste, a burguesia brasileira se encontra preocupada por não saber onde guardar seus bilhões de reais, preocupada em garantir que a exploração dos trabalhadores siga e se aprofunde para manter seu castelo intacto. Desde o começo da pandemia já vimos inclusive uma nova favela se formar em São Paulo com inúmeras famílias afetadas pelas consequências da crise econômica e sanitária.

É preciso dar um basta a essa festa capitalista bancada pelo suor da classe trabalhadora. É necessário exigir taxação das grandes fortunas para que possam ser destinados recursos à saúde pública e ao combate à pandemia. Basta dessa crise ser descarregada nas nossas costas. Os únicos capazes de levar até o fim essa demanda são os trabalhadores organizados de forma independente em cada local de trabalho, pois vemos a cada ataque aprovado que tanto o governo de Bolsonaro e Mourão, como o Congresso e o STF são inimigos da classe trabalhadora e agentes protetores da burguesia.

Leia mais: Entre a pandemia, o desemprego e os ataques: lutar para que os capitalistas paguem pela crise




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