Política

NOVO ROSTO PARA A VELHA DIREITA?

Luciano Huck e DEM discutem possível aliança para candidatura em 2018

Apresentador e lideranças da legenda, que estuda mudar de nome, se reuniram para debater possibilidade de filiação e de candidatura à presidência em 2018.

quinta-feira 28 de setembro| Edição do dia

Procurado pelo jornal O Globo, o apresentador confirmou que a reunião aconteceu, mas negou o teor de discussão de filiação e candidatura. Sua assessoria de imprensa afirmou: "O Luciano segue conversando com todos que queiram trocar ideias de como podem influenciar positivamente o debate eleitoral do ano que vem. Mas, não está filiado e nem discutiu o assunto com ninguém nas últimas semanas."

Mas os membros do DEM revelaram que os debates giram em torno da possível filiação de Huck ao partido e de sua ambição de ser um "novo rosto" para a direita, utilizando a sigla para lançar candidatura à presidência em 2018.

Nesse último encontro, que faz parte de uma série de reuniões que vem ocorrendo, participaram pelo DEM figuras como Mendonça Filho, ministro da educação de Temer, e ACM Neto, prefeito de Salvador.

Contudo, não será fácil para Huck se colocar à altura de ser a "nova cara" do velho partido das oligarquias, que de tempos em tempos aposta em um "banho de imagem" para tentar se livrar do ranço patronal e oligarca que exala de sua política.

Para isso, eles cogitam a possibilidade de atrair João Doria como possível candidato, ou ainda apresentar um nome para compor como vice uma chapa com PSDB. Alguns dirigentes da sigla acham que Huck cumpriria bem o papel, caso consiga conter sua ambição e se contentar ao cargo de vice.

Por isso, Huck depende de Doria não pleitear a vaga de candidato pelo DEM. Quanto ao prefeito de São Paulo, — Se ele for preterido no PSDB e quiser entrar no DEM, não tem como recusar. Ele é o candidato que muitos partidos gostariam de ter — afirmou um dirigente do DEM à reportagem d’O Globo.

Trazer um "novo rosto" para representar sua política de direita e velha como o latifúndio e a burguesia brasileira não é o único "golpe de efeito" que planeja o DEM: também querem trocar de nome (novamente). De partido da ditadura, o ARENA, eles "mudaram de roupa" em 1980 para PDS (Partido Democrático Social); em seguida, mudaram para PFL (Partido da Frente Liberal), e, depois, para DEM (Democratas).

Agora, frente à imensa crise que se abate sobre o podre regime político brasileiro, querem mais uma vez "mudar tudo para que tudo permaneça como está": no próximo mês pretendem anunciar seu novo nome, cujas possibilidades atuais são Mude, Centro ou Centro Democrático. O ridículo não para por aí. Entre as suas "renovações" estão figuras da nova direita juvenil como Kim Kataguiri, do MBL, que deve disputar vaga para deputado federal com a "nova" legenda.

Com sua política de pisotear em nossos direitos e agudizar a exploração, os de cima disputam como abutres quais serão suas podres táticas e que egos de empresários milionários ou apresentadores lhe darão uma "cara renovada".




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