Política

LUCIANO HUCK

Luciano Huck, candidato de FHC, abocanhou 17,7 milhões do BNDES para comprar jatinho

segunda-feira 12 de fevereiro| Edição do dia

FOTO: Jornal Contábil/Site

Que o apresentador da Globo, Luciano Huck, candidato de FHC, vive uma vida de luxo não é novidade. Suas mansões, jatinhos e viagens que custam mais do que todos os salários da vida de um trabalhador juntos, são freqüentemente retratados nas revistas de fofocas do país. A novidade que veio à tona com uma reportagem publicada pela Folha é que parte dessa ostentação foi financiada com dinheiro público. Isso mesmo. Luciano Huck nem entrou oficialmente para a política e já está se especializando nessa “marca” dos políticos da burguesia que é se utilizar dos recursos que deveriam ir para Saúde e Educação em benefício próprio.

Trata-se de um empréstimo contraído em 2013 junto ao BNDES, em que o apresentador aspirante a presidente, abocanhou R$17,7 milhões para comprar um jatinho da Embraer. Os juros do empréstimo foram módicos 3%, com um prazo de 114 meses para amortizações. Enquanto isso, o trabalhador comum quando pega um financiamento qualquer para comprar uma casa tem que pagar quase 10% na maioria dos bancos do país.

E as benesses a Luciano Huck não param por aí. Como adquiriu seu jatinho particular através do Programa de Sustentação do Investimento, destinado a financiar empresas, ações de pesquisa e desenvolvimento e exportações – caberia questionar o que isso tem a ver com a compra de um jatinho particular para um apresentador de TV – Huck ainda teve parte dos juros subsidiados. Isso mesmo, você não entendeu errado! Parte dos juros era pago pelo Tesouro, isto é com dinheiro público, que bancava a diferença entre a Selic e outros índices de juros.

A assessoria de Luciano Huck informou que a compra esteve dentro dos parâmetros do Programa de Sustentação do Investimento do BNDES, e que o global usa o jatinho para gravar seus programas de TV. Essa é uma demonstração de como Huck, que segundo FHC “é a cara do PSDB”, representa no que consiste a distribuição da riqueza do Brasil: tudo para os ricos e capitalistas, enquanto os trabalhadores e o povo têm que se enfrentar com as reformas trabalhista e da previdência.

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