Política

CUBA

Longa e massiva despedida de Fidel Castro

Nesta segunda começaram oficialmente os funerais de Fidel Castro, com a abertura ao público do Memorial do Herói da Independência José Martí, onde serão depositadas as cinzas de Fidel até quarta-feira. Durante todo o dia dezenas de milhares de Cubanos fizeram centenas de metros de fila em torno à Praça da Revolução para dar o último adeus ao líder falecido.

terça-feira 29 de novembro| Edição do dia

A homenagem começou às 9 horário local com o disparo de 21 salvas de artilharia simultaneamente em Havana e Santiago de Cuba. As autoridades cubanas disponibilizaram três salas no Memorial nas quais foram colocadas respectivamente uma imagem de Fidel vestido com seu tradicional uniforme militar verde oliva, botas de combate, chapéu, mochila e fuzil no ombro. Debaixo de cada foto havia condecorações e flores brancas.

Foram milhares de jovens, idosos, enfermeiras, soldados e alunos de escolas uniformizados que passaram em frente às imagens de Fidel guardadas pela Guarda de Honra.

Cerimônia de despedida

Nesta terça-feira, a partir das 19 hs acontecerá na mesma esplanada a cerimônia de despedida, que o governo de Raúl Castro disse que será um “ato de massas”, e são esperadas centenas de milhares de pessoas e todas as delegações internacionais.

Terão grandes ausências como a do presidente russo, Vladimir Putin, por ter “uma agenda muito tumultuada”, cuja representação será feita pelo presidente da Câmara de Deputados, segundo confirmou o Kremlin.

Outra ausência será de Barack Obama, que impulsionou o histórico reestabelecimento de relações diplomáticas com Cuba e “afrouxou” algumas das cordas que tencionavam o criminoso bloqueio que oprime a economia local. Obama também não estará na cerimônia em vistas da transição ao governo Trump que, como se sabe, é contrário a uma política de aproximação que não inclua mudanças no regime político cubano. Esta é a principal preocupação que se abre para o futuro imediato político e econômico da ilha.

Da Europa estará presente o rei emérito da Espanha, Juan Carlos, que encabeçará uma importante delegação, conveniente aos importantes negócios e interesse políticos que tem o país Ibérico na ilha. Também assistirá o primeiro ministro grego Alexis Tsipras, e por sua vez a ausência mais notável do “velho continente” será a do presidente francês François Hollande, que visitou a ilha em 2015 e mostrou muito interesse em desenvolver a relação bilateral.

Da América Latina participarão os presidentes do México e da Colômbia, Enrique Peña Nieto e Juan Manuel Santos, além dos líderes mais próximos de Havana, como Evo Morales da Bolívia, Rafael Correa de Equador, Daniel Ortega da Nicarágua e o venezuelano Nicolás Maduro. O Brasil, outrora aliado político de Cuba durante o governo do PT, enviará uma modesta delegação encabeçada pelo ministro das relações exteriores, José Serra e o da Cultura, Roberto Freire. Também não estará presente a presidenta chilena Michelle Bachelet.

Quarta pela manhã as cinzas de Fidel serão colocadas em um carro fúnebre para empreender um percurso solene pelo interior do país, que terminará no sábado, em Santiago de Cuba, uma rota de dupla implicação simbólica porque remonta a que fez Fidel com sua coluna rebelde em 1959, desde o extremo oriente do país até sua entrada em Havana, conhecida como a “rota da liberdade”. Em Santiago receberá uma sepultura no cemitério de Santa Ifigenia, onde será construído um mausoléu para ele junto do herói da independência nacional José Martí




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