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JOÃO DORIA

Lobbista Doria: ’vou à China especificamente para vender São Paulo’

sexta-feira 21 de julho| Edição do dia

Na corrida por se mostrar o mais radical fiador dos interesses patronais antes de 2018, o empresário milionário tucano João Doria, em viagem à China, reconheceu sem corar que foi "especificamente para vender SP". Sua "obrigação", disse, "é a de estimular programas como o de desestatização". A China é vista como potencial interessada em alguns dos "atrativos" da capital paulista que o prefeito quer privatizar, como Anhembi e autódromo de Interlagos.

O tucano já viajou para quatro destinos asiáticos (Emirados Árabes, Qatar, Coreia do Sul e China). "O mercado internacional de investidores está mais ativo do que o nacional", disse o privatizador.

À Xinhua, agência de notícias do governo chinês, disse na segunda (17) que sua gestão "começará em agosto o maior programa de privatização urbana de todos os tempos. Significa que ofereceremos oportunidades ao setor privado para adquirir serviços e propriedades públicas".

O lobbista do PSDB tem intenção de entregar de cemitérios até parques para a iniciativa privada. Na tentativa de mostrar-se mais eficaz que Temer em concluir pactos comerciais internacionais - para o nível local de SP - Doria não se limita a construir muros de vidro de R$15 milhões, ou lançar jatos d’água em moradores de rua vítimas do frio congelante de SP: busca "doações" e investimentos dos magnatas chineses com quem Temer não obteve sucesso.

Em viagem às cidades de Dubai, Abu Dabi (Emirados Árabes) e Doha (Catar), o prefeito paulistano João Doria (PSDB) já havia se encontrado com alguns dos maiores fundos de investimentos mundiais para fazer o "mais vigoroso programa de privatização já realizado no país no plano municipalista".

Com aprovação em queda nas avaliações feitas por pesquisas de opinião, Doria busca se aproximar ainda mais do perfil do empresário petulante que não ouve ninguém, indício de que se estiver no Planalto "não se refreará" nos ajustes mais brutais. Sendo base do governo golpista de Temer, Doria é um dos tucanos que mais vociferam em defesa da reforma trabalhista e da previdência.

Já o "desenvolvimento" prometido por Doria pelas privatizações só se verá no bolso dos capitalistas que comprarem o patrimônio público e o transformarem em um negócio privado. Jatos de água fria, muros de vidro, repressão e privatização: esse e o projeto de "smart city" (cidade inteligente) do aprendiz de Trump na capital paulista.




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