Internacional

ATENTADO DE NICE

Líderes mundiais chamam a aprofundar a “guerra contra o terrorismo” após o atentado de Nice

Depois do atentado em Niza, França, com um saldo de 80 mortos e uma centena de feridos, a maioria dos líderes mundiais expressaram seu apoio ao governo francês uma vez que reivindicaram mais medidas para atacar o “terrorismo”, que como se sabe, será uma justificativa para novas incursões de guerra e uma maior perseguição contra imigrantes e refugiados.

sexta-feira 15 de julho de 2016| Edição do dia

O Secretário de Estado norte-americano não ficou para trás, dizendo que “em nenhum lugar existe sementes para terroristas como na Síria” para terminar chamando a colaboração em conjunto para colocar fim a este “flagelo terrorista” e “para combater sua (dos terroristas NDR) postura niilista e depravada diante da vida e da morte”. Mateo Renzi declarou que “reacionar é um dever moral” e chamou à defender as instituições europeias e assegurou que a “França será mais forte que os Fanáticos”. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se mostrou solidário com o povo francês em uma mensagem televisiva dirigida ao presidente da França, François Hollande, e aos franceses.

“Querido François, a Rússia sabe o que é o terror e as ameaças que cria para todos nós. Nosso povo tem se enfrentou em mais de uma ocasião com tragédias similares e sente profundamente o acontecido, se compadece com o povo francês e se solidariza com ele.”, disse Putin. O chefe do Kremilin frisou que “o crime de Nice, entre tantas vítimas há cidadãos russos, foi cometido com especial crueldade”, e reiterou que “só com esforços conjuntos se pode vencer o terrorismo”.

Desta forma se expressavam diferentes políticos da Europa e da América do Norte sobre a raiz do atentado ontem em Nice que levou Hollande a estender o estado de sitio e a aumentar o nível de militarização que já existe no país.

Por sua parte, o ministro do interior da Polônia, Mariusz Blaszczak, se dirigiu diretamente contra a imigração, culpando o “multiculturalismo” e os “politicamente corretos” dirigentes da União Europeia declarando que “o último atentado de Paris e Bruxelas deixou claro que a reação dos dirigentes se limita a que a senhora Mogherini se demore a chorar, se organizem marchas, se depositem flores e se usem as cores do arco-íris que também representam os movimentos LGBT”, criticou Blaszczak.

A maioria dos líderes mundiais responderam ao atentado com um chamado a defender as instituições e governos pretendendo ocultar a responsabilidade das principais potências mundiais nas guerras, invasões e planos de ajuste, e que em muitos casos favoreceram a aparição e expansão de grupos extremistas.




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