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Líder tucano do nordeste reconhece golpismo do PSDB desde 2016 como grande erro

Senador Tasso Jereissati reconhece golpismo do PSDB e o coloca na listas de "erros memoráveis" cometidos pelos tucanos, e que faz com que seu candidato a presidência, Geraldo Alckmin, não tenha conseguido atingir nem 10% de intenção de votos em nenhuma pesquisa.

sexta-feira 14 de setembro| Edição do dia

Em entrevista dada ao jornal o Estado de S. Paulo, Tasso Jereissati, senador do PSDB e ex-presidente dos tucanos, não só reconheceu o golpismo do PSDB desde 2015, como o colocou em uma lista de um “conjunto de erros memoráveis” cometidos pelos tucanos, que justificariam a má situação eleitoral do PSDB nessas eleições.

“O partido cometeu um conjunto de erros memoráveis. O primeiro foi questionar o resultado eleitoral. Começou no dia seguinte (à eleição). Não é da nossa história e do nosso perfil. Não questionamos as instituições, respeitamos a democracia.”

Segundo o senador, O PSDB, peça chave do golpe institucional de 2016, agora colhe os frutos de seu golpismo de sua ligação estreita com o governo golpista de Temer, com a baixa intenção de votos em seu candidato, Geraldo Alckmin, que não conseguiu atingir nem 10% de intenção de votos em nenhuma das pesquisas realizadas até agora.

Não a toa, o senador Tasso Jereissati coloca a entrada do PSDB no governo como um ponto crucial para a posição deslocada dos polos em que estão tucanos no cenário atual.

Fato é que o golpismo tucano, junto a Temer, se colocou ao lado e ajudou a que crescessem figuras como o General Villas Boas no cenário político brasileiro. O mesmo Vilas Boas que pressionou o STF na votação do Habeas Corpus de Lula nesse ano. E fato é que o golpe institucional de 2016, e sua continuidade, marcada pela prisão arbitrária Lula e sua retirada das eleições, trouxe consigo também um avanço na politização das Forças Armadas, como ficou claro com as declarações do General Vilas Boas, que junto com o judiciário, já manipularam o processo eleitoral deste ano e impediram o direito da população de votar em quem quisesse, tendo vetado Lula.

A interferência desses setores militares (assim como do judiciário), vem para responder sob medida os interesses do imperialismo, que avança sobre as riquezas e direitos no Brasil e na América Latina. Assim como é por exemplo a figura do general Hamilton Mourão, vice do candidato à presidência, Jair Bolsonro, que são grandes defensores do plano econômico de ajustes e privatizações, mas também chegam ao extremo, como Mourão, de dizer que a “Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo”, mostrando que nem a constituição de 88, já marcada por ter sido feito sob uma tutela direta dos militates, é adequada o suficiente para o grau de antidemocrático que Mourão quer que seja o regime político no Brasil.

Mas é claro, não vale nunca deixar de lembrar que os mesmos que abriram espaço para essa direita golpista, foram os que abriram espaço para o judiciário, setores das Forças Armadas, e também da banca religiosa. Afinal, durante os 13 anos de governo do PT, um dos maiores defensores da Constituição de 88 tutelada pelos militares, o que mais se viu foi alianças com os setores mais reacionários, como a própria direita golpista que foi colocada no governo e fortalecida pelo próprio PT, e também inclusive fortalecendo as Forças Armadas ao enviar de forma criminosa tropas brasileiras para o Haiti, como proveta de testes para novas repressões às massas no Brasil.




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