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LULA LIVRE

Liberdade imediata a Lula: contra o autoritarismo da Lava Jato e do Judiciário golpista

Dois pedidos de liberdade da defesa de Lula estão pendentes de julgamento, um que deverá ser julgado hoje e outro cujo julgamento deverá ser até o dia 25 de junho.

terça-feira 11 de junho| Edição do dia

Imagem: Mídia Ninja

Hoje foi incluso na pauta do dia do Supremo a apreciação de um pedido de liberdade de Lula, pelo relator da Lava Jato no Supremo Edson fachin. Ele envolve o questionamento ao relator da Lava Jato no STJ, Felix Fisher, que individualmente rejeitou a absolvição de Lula. A defesa recorreu, por considerar que isso deveria ser uma decisão da Quinta Turma do STJ, que acabou julgando o caso e reduzindo a pena de Lula.

O outro pedido foi liberado pelo ministro Gilmar Mendes. O pedido de habeas corpus envolve o apontamento de que Sérgio Moro seria parte interessada no processo, aponta a suspeição do ex-juiz e atual ministro, da condenação do ex-presidente.

O pedido apresentado pela defesa de Lula no fim do ano passado, quando Moro aceitou o convite de Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça, ainda não levava em conta os novos fatos apresentados através do vazamento das mensagens entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, que comprovam além do posicionamento de Moro a articulação entre juiz e acusação. Se não for analisado hoje, terça (11), a expectativa é que a Segunda Turma do STF analise até dia 25 de Junho.

Essas novas informações comprovam em definitivo o caráter político e persecutório da prisão e condenação de Lula, a verdadeira conspiração dentro do Judiciário por detrás da farsa de seu julgamento.

Defendemos a liberdade imediata de Lula, sem prestar nenhum apoio político ao PT, que aposta e confia no STF e no judiciário, e que abriu espaço para o golpe institucional com suas alianças com a direita tradicional e os setores mais nefastos da política brasileira. Ao mesmo tempo, hoje, combater a Reforma da Previdência, assim como todos os ataques defendidos pelos mercados, privatizações e outros ajustes neoliberais, também passa por ter uma política independente do reacionarismo da Lava-Jato e do autoritarismo judiciário, pilar do golpe institucional e da agenda neoliberal.




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