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Liberdade imediata a Lula! Abaixo o novo capítulo do autoritarismo judiciário

Nesta segunda-feira (26), a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo apresentou à Justiça Federal uma nova denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sob a acusação de lavagem de dinheiro no recebimento de 1 milhão de reais em uma doação do grupo ARG ao Instituto Lula. Mais um capitulo de acusações sem provas do autoritarismo judiciário para aprofundar o golpismo.

segunda-feira 26 de novembro| Edição do dia

Nesta segunda-feira (26), a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo apresentou à Justiça Federal uma nova denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sob a acusação de lavagem de dinheiro no recebimento de 1 milhão de reais em uma doação do grupo ARG ao Instituto Lula. Segundo argumentam os procuradores, o valor foi repassado à instituição após o petista, atualmente preso, influenciar decisões do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que favoreceram a empresa no país africano.

A acusação será analisada pela 2ª Vara Federal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Lula ainda seria acusado de tráfico de influência, mas como os supostos crimes ocorreram entre setembro de 2011 e junho de 2012 e o petista tem mais de 70 anos, o delito prescreveu em relação a ele.

As principais provas apresentadas pelo MPF na denúncia são e-mails entre Geo e representantes do Instituto Lula, localizados na 24ª fase da Lava Jato, batizada de Aletheia, que mirou o ex-presidente em março de 2016. Também foram apreendidos na ocasião o registro da transferência bancária de 1 milhão de reais da ARG para o Instituto Lula, com data de 18 de junho de 2012, e um recibo da suposta doação. Com a suposta atuação do petista em favor da empresa junto a Teodoro Obiang, os procuradores do MPF consideram que o dinheiro repassado ao Instituto Lula não é uma doação, mas pagamento de uma vantagem ao ex-presidente.

Menos provas, mais convicções com Bolsonaro e Moro no poder

Lula já está cumprindo uma pena de doze anos, após ser condenado em primeira instância por Sérgio Moro, e em segunda pelo TRF-4 no caso do tripléx do Guarujá. Impedido de concorrer nas eleições mais manipuladas da história recente, que levaram a vitória do reacionário Jair Bolsonaro. Moro presenteado pelo seu enorme trabalho, que as vesperas do primeiro turno ainda vazou ilegalmente a delação de Antonio Palloci para que viesse à luz a acusação de envolvimento direto do ex-presidente petista (mais uma vez sem provas, claro) com esquemas de corrupção, tornou-se o Ministro da Justiça.

A nova acusação contra Lula nada mais é do que mais um capitulo do autoritarismo judiciário que seletivamente busca atacar Lula e o PT, a todo o custo.
A base na retórica, sem apoio em qualquer conduta específica praticada pelo ex-presidente Lula, que sequer teve a oportunidade de prestar qualquer esclarecimento sobre a versão da denúncia aniquilando assim as garantias constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal.

Como desenvolvemos em inúmeras ocasiões no Esquerda Diário, os motivos que impulsionam essas “investigações” e a suposta “caça à corrupção” da Lava Jato são os interesses de grandes capitalistas, do imperialismo estadounidense (que inclusive treinou Sério Moro para sua missão. A máscara de “combate à corrupção” de Moro cai totalmente por terra quando esse assume um cargo no governo de Bolsonaro, eleito graças à atuação parcial e arbitrária do judiciário. Moro, que havia dito que o Caixa 2 era pior do que a corrupção, parece ter desistido dessas “convicções” para se integrar a um ministério composto por Onyx Lorenzoni, que já assumiu ter recebido mais de R$ 100 mil reais não declarados da JBS, e está sendo acusado por outros recebimentos, sem falar no próprio Bolsonaro, que recebeu R$ 200 mil da JBS quando era candidato a deputado pelo PP.

Por tudo isso, defendemos a liberdade imediata de Lula, sem, no entanto, prestar nenhum tipo de apoio político ao PT de Lula e também do segundo colocado nas eleições presidenciais Haddad, que em sua primeira entrevista desde as eleições, não menciona nada sobre os ataques de Bolsonaro, demonstra confiança no Judiciário autoritário e manipulador e não aponta qualquer combate concreto para os trabalhadores e a juventude contra ataques que estão sendo orquestrados pela equipe do novo governo de Bolsonaro. Para isso é necessário um partido revolucionário com um programa anti-imperialista e de independência de classe totalmente a esquerda do PT.




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