Juventude

LETRAS CONTRA O GOLPE

Letras USP na luta contra o golpe e os ataques à educação

Em assembleia com cerca de 200 estudantes, o curso de Letras da USP se posiciona contra o golpe da direita e os ataques à educação rumo a uma forte mobilização para barrar os cortes de Zago e Alckmin e a precarização da USP. Outros cursos da FFLCH também se posicionaram.

Flávia Toledo

São Paulo

sexta-feira 29 de abril de 2016| Edição do dia

Na quarta-feira, 27/04, os estudantes de Letras da USP votaram por paralisar no dia 5 de maio e a favor de indicativo de greve para o dia 12. A decisão se deu após assembleias que pautaram a crise nacional e os problemas da Universidade de São Paulo, cujo projeto de precarização avança rapidamente, destruindo as condições de estudo, ensino e trabalho. Os estudantes votaram de maneira contundente: "Contra o golpe da direita e os cortes de todos os governos da educação! Construir uma forte greve na USP!". Essa foi a consigna aprovada por ampla maioria dos estudantes presentes, que também aprovaram a participação no Ato do Primeiro de Maio Contra o Golpe, no Vale do Anhangabaú, com um bloco que se diferencie totalmente do PT que por anos nos atacou e exija que, diferentemente do que têm feito, as burocracias sindicais e estudantis como CUT e UNE organizem efetivamente os trabalhadores e estudantes para barrar esse golpe reacionário.

Para a diretora do Centro Acadêmico de Letras (CAELL) Jéssica Antunes, "a votação expressa que os estudantes de Letras sabem muito bem que a crise pela qual passa a universidade tem tudo a ver com a crise política e econômica que se expressa no país. Ser contra o golpe nesse momento é crucial, e devemos fazer isso a partir dos nossos métodos. Só com greves, paralisações, piquetes e muita luta de estudantes e trabalhadores poderemos barrar esse golpe que é contra todos nós, contra os nossos direitos. Não vamos pagar pela crise, e nenhum ataque passará sem uma forte luta em resposta. Por isso estamos articulando uma forte greve na USP, porque precisamos nos defender dos ataques de PT, PSDB, PMDB, todos esses governos que cortam e ajustam. E entraremos nessa luta pra vencer!"

O cenário de lutas não está só na Letras. Nos cursos de História e Geografia também foi aprovada a luta contra o golpe e os cortes e ataques dos governos, e em defesa da educação. Com paralisação e greve bastante próximas, a mobilização na USP começa a ganhar contornos importantes. Para responder a todos os ataques das reitorias, governos, ao avanço da direita mais reacionária desse país, é preciso romper qualquer ilusão no PT, que permitiu o crescimento da direita golpista dentre a sua base aliada, e retomar os métodos históricos que levaram a classe trabalhadora e a juventude vencerem suas lutas.

É preciso um plano de lutas em defesa da educação que se unifique nacionalmente para ser um fator político que diga claramente: não pagaremos pela crise e não aceitaremos o golpe institucional em curso! A juventude deve sair às ruas junto com os trabalhadores para lutar por suas demandas e barrar esse golpe.




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