MOVIMENTO ESTUDANTIL

Letras USP: CAELL e Coletivo Negro Claudia Silva Ferreira chamam live sobre precarização do trabalho e da educação na universidade

A live, cujo tema é Precarização da universidade: o que a demissão dos terceirizados e a contratação de professores temporários tem a ver com a juventude negra? ocorrerá às 18hs, dia 18, e será transmitida pela página do Centro Acadêmico da Letras.

segunda-feira 17 de agosto| Edição do dia

O Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários Oswald de Andrade (CAELL), da gestão Pulso Latino: pra poder contra atacar, composta pela juventude Faísca e independentes, junto ao Coletivo Negro Claudia Silva Ferreira, ambos da Letras USP, realizará nesta terça feira (18) às 18 horas uma live para debater sobre os ataques e demissões que os trabalhadores terceirizados vem sofrendo em plena pandemia, e a atual contratação de professores temporários, fruto da precarização da educação e do trabalho, e sucateamento das universidade de conjunto.

Tal iniciativa contará com a presença de Silvana Araújo da Silva, ex-terceirizada da USP e militante do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) e da agrupação de negras e negros Quilombo Vermelho; Carmen Luiza Moreira, ex-terceirizada da UFPR e militante do PSTU; e Paula Renata de Araújo Coelho, professora temporária no curso de Letras, na Universidade de São Paulo

Na dita “melhor universidade pública da América Latina”, em plena pandemia, na qual já se tem notificado mais de 100 mil mortes no país, a reitoria da USP aprovou um corte de 25% do valor dos contratos com as empresas terceirizadas da universidade, convertendo esse corte em demissões dos trabalhadores terceirizados, começando pelo grupo de risco, deixando no desemprego estes que sempre tiveram as piores condições de trabalho, e que no marco dessa pandemia são a parcela da população que mais tem sido atingida pela crise econômica e sanitária, já que o setor é composto majoritariamente por negras e negros.

A precarização do trabalho está intimamente ligada ao sucateamento das universidades públicas e da educação, expressa nos estágios precários oferecidos aos estudantes; na falta de contratação de professores efetivos, e a existência de contratos temporários, no qual os professores recebem salários de aproximadamente 1.900,00 reais; e no débil ensino remoto imposto pela reitoria, que ignora as dificuldades dos estudantes negros e de baixa renda, setor mais afetado pela pandemia dentre os estudantes, e os que mais encontram dificuldades de dar prosseguimento aos estudos nesse momento.

Nós da gestão Pulso Latino defendemos a efetivação dos trabalhadores terceirizados sem concurso público, e estamos impulsionando uma forte campanha contra a precarização do trabalho e as demissões dos funcionários terceirizados. Chamamos todas as entidades estudantis a se somarem à essa campanha.

NÃO A DEMISSÃO DOS TERCEIRIZADOS NA USP!




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