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Crise climática | Leste da Antártida registra temperaturas de mais de 40ºC acima do normal em algumas regiões

O Leste da Antártida vem registrando temperaturas de mais de 40 graus acima do normal em alguns locais. O Ártico também vem apresentando aumentos de temperatura alarmantes. Segundo especialistas, o aquecimento cada vez mais acentuado nos polos e o encolhimento da criosfera contribuem com a elevação do nível do mar e aceleram o próprio aquecimento global, sendo uma das expressões mais evidentes da crise climática.

terça-feira 22 de março | Edição do dia

Imagem: Andrew Shiva / Wikimedia

Embora as temperaturas devessem ter caído com o fim do verão meridional, a base de Dumont d’Urville, localizada na costa da Terra Adelia, bateu o recorde do mês de março mais ameno, com 4,9 graus, e temperatura mínima de 0,2 graus em 18 de março.

O fenômeno foi capturado especialmente na estação Concordia/Dome-C. A Antártica Oriental (ou Antártica Leste) é a região mais fria do planeta. Nesta época do ano, as temperaturas no local ficam tipicamente abaixo de -50°C, com tendência a rápido resfriamento.

As temperaturas deveriam cair rapidamente nesta época do ano, pois o solstício de verão ocorre em dezembro. A marca final terminou ficando em -11,5 °C, registrada às 04:27 UTC, valor mais alto observado no Platô Antártico em 66 anos de registro. Em 2021, a estação já havia batido recorde para o período do inverno (-26,6°C, >30 graus acima do normal).

Vem sendo registradas anomalias de temperatura bastante significativas em outras estações da região, como Vostok, onde foi medida a temperatura de -17,7°C, novo recorde para março e valor mais alto desde os -14,8°C registrados em dezembro de 2018.

Além disso, não é só a Antártica que está sendo assolada por temperaturas muito acima da média. No Ártico, de forma quase simultânea, anomalias da ordem de 30°C apareceram.

Segundo especialistas, um dos sinais mais claros do aquecimento global é o aumento do número e da intensidade das ondas de calor.

Como refletores de radiação solar, o gelo marinho do Ártico e os mantos de gelo da Groenlândia (GIS), da Antártica Ocidental (WAIS) e da Antártica Oriental (EAIS) constituem parte importante da regulação do sistema climático. O aquecimento cada vez mais acentuado nos polos e o encolhimento da criosfera contribuem com a elevação do nível do mar e aceleram o próprio aquecimento global, sendo uma das expressões mais evidentes da crise climática.

Os polos estão aquecendo ainda mais rápido do que a média do planeta, que aumentou em média cerca de 1,1 grau desde os tempos pré-industriais.

Em fevereiro, a camada de gelo da Antártica atingiu sua menor área desde o início das medições por satélite em 1979, com menos de 2 milhões de quilômetros quadrados, de acordo com o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos.

A crise climática é prova irrefutável das consequências do capitalismo para o meio ambiente, que age de forma predatória, emitindo diversos poluentes através de suas indústrias e fábricas, desmatando o meio ambiente, como no caso do agronegócio, desperdiçando água, além das cadeias de consumo que produzem toneladas de lixo que poluem a natureza. Quem paga com isso é o meio ambiente, os animais, a classe trabalhadora e o povo pobre, que sofrem com as enchentes, os furacões, as ondas de calor e de frio, a falta de alimentos, a seca, entre outros eventos deploráveis. Por isso é preciso acabar com o capitalismo, para construir uma sociedade baseada na relação sustentável da humanidade com o meio ambiente.




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