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Leite debocha dos servidores do RS e começará a pagar salários de julho somente 13 de agosto

O governador Eduardo Leite anunciou que começará a pagar os salários de julho dos servidores públicos do Rio Grande no dia 13 de agosto. Sendo o maior período que os trabalhadores gaúchos vão ficar sem receber desde o início dos parcelamentos e atrasos salariais.

quarta-feira 24 de julho| Edição do dia

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça (23), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou que a folha de pagamento dos salários dos servidores públicos referente ao mês de julho só começará a ser pagar no dia 13 de agosto. É o maior período que o Governo ficará sem pagar os trabalhadores desde o início dos atrasos e parcelamentos, agudizando ainda mais o descarregamento da crise nas costas dos trabalhadores.

Segundo o governador tucano, a primeira faixa salarial será de R$ 2,5 mil, e o restante do calendário deve ser divulgado até o final do dia 31 de julho. Esse já vai ser o 44° mês que os professores e os servidores públicos sofrem com o parcelamento e o atraso de seus salários. O descaso e a precarização no trabalho já vem desde o Governo Sartori, e continua de forma mais agravante agora com o Governo do Eduardo Leite, que aumenta os ataques e descarrega a crise em cima dos trabalhadores gaúchos, enquanto continua com sua política privatista e dando mais benefícios aos capitalistas.

Os professores e servidores do Estado adoecem cada vez mais e se mantém com ajuda de parentes. Todo final de mês sofrem com a conta estourando o cheque especial sem saber se o Banrisul vai liberar o empréstimo de antecipação do salário atrasado. Para muitos educadores o salário que entra já é totalmente consumido pelo banco. E hoje seus salários já tem uma defasagem de 102%.

O governo fala em caixa inalterável, enquanto se sabe que nomeou Ccs para garantir votos na entrega de estatais. Que aliás, quando se trata de atender os interesses dos grandes capitalistas, Eduardo Leite corre bastante, articula, coloca peso e negocia de forma a garantir atender a estes, como se vê na sua cruzada pela privatização de estatais importante, como CEE, CRM e sulgás, sem contar sua atração quase irresistível de entrega o Banrisul aos banqueiros. Além se subordinar totalmente a política privatista de Paulo Guedes e Bolsonaro, que impõe ao estado, um regime de recuperação, que ao fim e ao cabo, servirá para garantir mais lucros aos banqueiros, aos grandes empresários e aos ruralistas do estado que sempre encontram guarida no estado burguês.




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