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Leite adia divulgação das datas de pagamento e servidores continuam com salários atrasados

Nesta segunda feira (15) o governo do Rio Grande do Sul iria anunciar o cronograma do pagamento dos salários dos servidores públicos do Estado, mas hoje mesmo o governo anunciou o adiamento da divulgação para o dia 23 de julho. Enquanto que os servidores do Estado seguem há anos recebendo parcelados, atrasados e sem saber o dia exato que irão receber.

terça-feira 16 de julho| Edição do dia

Nesta segunda feira (15) o governo do Rio Grande do Sul iria anunciar o cronograma do pagamento dos salários dos servidores públicos do Estado, mas hoje mesmo o governo anunciou o adiamento da divulgação para o dia 23 de julho. Enquanto que os servidores do Estado seguem há anos recebendo parcelados e atrasados e sem saber o dia exato que irão receber, sendo colocados em uma vida de endividamento e miséria.

Eduardo Leite que se elegeu com o demagógico discurso de que pagar o funcionalismo em dia, era uma questão de ajustar o fluxo de caixa. Acontece que para os milhares de servidores que estão na metade do mês sem qualquer perspectiva de que terão seus salários normalizados, a falta de responsabilidade de Eduardo Leite, que não só deixa de pagar como sequer apresenta um cronograma de execução desses pagamentos, deixa um rastro de miséria e endividamento brutal.

Os professores do estado, para citar um dos setores mais atingidos, são os que na média tem o menor salário da folha de pagamento, e ainda assim, são talvez os que mais sofrem com o parcelamento cruel. Muitos estão tão negativados com o banco Banrisul, que mesmo pagando quase todo suas parcelas em juros do cheque especial, sequer conseguem contrair novos empréstimos. Isso se reflete na saúde física e mental desses trabalhadores, que tentam desesperadamente se manter firmes e leais a suas atribuições como servidores.

O governo fala em caixa inalterável, enquanto se sabe que nomeou Ccs para garantir votos na entrega de estatais. Que aliás, quando se trata de atender os interesses dos grandes capitalistas, Eduardo Leite corre bastante, articula, coloca peso e negocia de forma a garantir atender a estes, como se vê na sua cruzada pela privatização de estatais importante, como CEE, CRM e sulgás, sem contar sua atração quase irresistível de entrega o Banrisul aos banqueiros. Além se subordinar totalmente a política privatista de Paulo Guedes e Bolsonaro, que impõe ao estado, um regime de recuperação, que ao fim e ao cabo, servirá para garantir mais lucros aos banqueiros, aos grandes empresários e aos ruralistas do estado que sempre encontram guarida no estado burguês.




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