Gênero e sexualidade

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

Legalização do aborto na Argentina: sejamos milhares nas ruas para garantir nossos direitos

Falta um dia para a votação na Câmara e muitos deputados macristas e peronistas afirmam estar indecisos. Tome as ruas com o Pão e Rosas.

terça-feira 12 de junho| Edição do dia

A apenas um dia para que ocorra a sessão na Câmara de Deputados que discutirá sobre o direito ao aborto, ainda uma porção de legisladores diz “estar indecisa” diante de uma questão tão elementar.

Em uma entrevista que concedeu neste domingo, Daniel Lipovetzky, um dos deputados macristas que apoia a interrupção voluntária da gravidez, afirmou que os indecisos seriam dentre 10 e 15. Entretanto, versões parlamentares e jornalísticas indicam que esse número poderia ser maior e alcançar cerca de 30 legisladores.

Não são poucas as pressões da Igreja Católica que vêm desenvolvendo um forte lobby sobre alguns dos deputados. O mesmo teve caráter mais por baixo em alguns casos e mais público em outros.

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Sobre esse último, serve de exemplo a ação do arcebispo tucumano Carlos Sánchez que, em uma homília, prontamente chamou os deputados provinciais desse distrito para que votem contrariamente ao direito ao aborto.

Entretanto, além disso, desde o mesmo setor - que cinicamente se autodefine como “pró-vida” - chegou-se ao ponto de ameaçar de morte um deputado que se encontrava precisamente no grupo de legisladores indecisos.

Não é surpreendente essa ação. A totalidade das pesquisas que foram difundidas nos últimos meses dão conta da massiva simpatia que existe no país pela legalização do aborto.

Essa simpatia se expressou, além disso, em múltiplas manifestações de artistas e personalidades públicas, como foi visto recentemente na entrega dos Prêmios Martín Fierro 2018.

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Diversas projeções indicam uma paridade importante entre aqueles que estão a favor e aqueles que estão contra. Isso, ao mesmo tempo, demonstra a separação completa de grande parte da casta política em relação à sociedade.

Isso reforça a imperiosa necessidade de se mobilizar para garantir que a lei que legaliza a interrupção da gravidez seja aprovada. Não apenas na Câmara de Deputados, como também no Senado.

É precisamente na Câmara Alta onde está uma importante maioria dos representantes das oligarquias provinciais e da igreja, os setores conservadores que mais se opõem a esse elementar direito.

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Nesta quarta-feira, temos que ser milhares nas ruas para garantir que se aprove esse direito. Não apenas na Cidade de Buenos Aires, mas em todo o país. Por isso desde o PTS-Frente de Esquerda e suas agrupações classistas viemos chamando as centrais sindicais a que convoquem à paralisação também nesta quarta-feira e garantam que milhares de trabalhadoras e trabalhadores possam se mobilizar. No SUTEBA as oposições dirigidas pela Multicolor o farão, e o exigem à central provincial.

Junte-se e tome as ruas com o grupo Pão e Rosas.

Tradução: Vitória Camargo




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