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Latinos e judeus contra Trump: “Somos todos muçulmanos”

Nesta segunda-feira a organização muçulmana, Conselho de Relações Islâmico-Americanas, anunciou a abertura de um novo processo contra Trump por conta da ordem executiva que veta a entrada de imigrantes e refugiados de sete países com maioria muçulmana. A ordem executiva, faz parte da política xenofóbica que esteve presente por toda campanha de Trump e agora vem sendo implementada pelo novo presidente imperialista.

Douglas Silva

Estudante da UFJF

quarta-feira 1º de fevereiro de 2017| Edição do dia

A medida racista e xenofóbica já levou à prisão de vários refugiados e imigrantes nos aeroportos dos EUA desde a sexta-feira (27). A reação não tardou a se expressar pelo país, desde Washington, Los Angeles, Chicago, Nova Iorque, vários aeroportos foram afetados. Contudo, a pressão das ruas fez com que uma juíza federal do condado de Brooklyn, Nova Iorque, emitisse uma liminar perante a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) suspendendo parcial e temporariamente alguns dos efeitos do decreto presidencial emitido no dia anterior (27).

Agora, a nova denúncia de inconstitucionalidade da medida de Trump apresentada por 20 imigrantes legais de países afetados pelo decreto, vem da Virgínia e se soma a que foi apresentada pela ACLU.

Enquanto o novo processo era anunciado, os muçulmanos do Sul da Califórnia, onde vive a maior comunidade iraniana fora do Irã, receberam o apoio de sindicatos, rabinos judeus e várias organizações de defesa do imigrantes latinos. Trata-se da solidariedade que a política xenofóbica do EUA começa a gerar entre os vários grupos afetados, desde as mulheres, muçulmanos e latinos.

“Hoje somos todos muçulmanos”, disse Ana Briceno, do sindicato de serviços Local 11 e membro de uma rede de colaboração entre latinos e muçulmanos formada assim que Trump assumiu a presidência.

“Nós sabemos o que é ser perseguido pela imigração e o que é não te deixarem entrar no país. Defenderemos os direitos de nossos irmãos muçulmanos com a mesma ferocidade que os nossos”, também disse Angélica Salas, diretora da CHIRLA, a organização de defesa de imigrantes mais ativa do sul da Califórnia. E fez um alerta sobre as futuras medidas de Trump: “Se isso está acontecendo com as pessoas que têm visto, podem imaginar o que vai acontecer com quem está ilegal?”.

A luta dos imigrantes e refugiados contra as políticas xenofóbicas de Trump, vem acompanhada da maior mobilização de mulheres dos últimos tempos nos EUA. Desde o primeiro dia da administração do novo presidente, as mulheres tomaram as ruas nos Estado Unidos e em países da América Latina como no México, onde Trump promete construir seu muro xenofóbico.

Lutar contra Trump é lutar contra a face mais nojenta do imperialismo que, não pela primeira vez, segue bombardeando países como no Iêmen que matou 16 civis em umas das primeiras ações militares do novo presidente. Ou seja, enquanto Trump segue com suas políticas xenofóbicas, também continua e empreitada imperialista de bombardeios em vários países do Oriente Médio.




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