Lançamento das candidaturas da prof Maíra Machado, a deputada estadual e de Diana Assunção, a deputada Federal

domingo 26 de agosto| Edição do dia

Participaram do Lançamento dezenas de trabalhadores de diversas categorias, em especial, professores da rede pública estadual.

Como foi dito no lançamento, essas candidaturas estão a serviço de expressar uma voz anticapitalista nestas eleições manipuladas. O debate sobre a conjuntura eleitoral e o aprofundamento do golpe institucional no Brasil, com diversos ataques aos trabalhadores, como a reforma trabalhista e o aumento do desemprego, foram parte importante da discussão: “...estas não são eleições normais, são as primeiras do Brasil pós-golpe. Em todos os cantos se discute o que acontecerá com o país depois destas eleições, mas o que é certo é que a população já sente os reflexos do golpe institucional em seu cotidiano... Hoje nosso país atravessa uma enorme crise econômica e conta com 26 milhões de desempregados. Aqui na região do ABC a situação é drástica, entre 2015 e 2018, foram 63 mil demissões, são 57 demitidos por dia. Contamos com um grande setor da população do ABC que já não entra mais nos índices de desemprego, pois são pessoas que já desistiram de procurar trabalho. O país atingiu um número recorde: quase 5 milhões de pessoas que não procuram mais emprego!” afirmou a professora e candidata Maíra Machado.

Trabalhadores de outras categorias e movimentos sociais também estiveram presentes para saudar o lançamento das candidaturas. Marcelo Pablito, trabalhador do bandejão da USP e diretor do SINTUSP (Sindicato de Trabalhadores da USP), fundador da agrupação de negros e negras Quilombo Vermelho, ressaltou a importância de uma voz contra a xenofobia expressa nas ações contra os imigrantes venezuelanos que diariamente chegam em nosso país, e a importância de lutar contra a opressão policial nas periferias, principalmente, contra a população negra.

Já Virgínia, militante do Pão e Rosas e ativista LGBT, afirmou a necessidade de utilizarmos esse espaço eleitoral para colocar as demandas em defesa da luta contra a perigosa união entre a Igreja e o Estado, que legitima ainda mais a opressão de gênero e pressiona ainda mais a sociedade a um Estado cada vez mais reacionário, onde os assassinatos de homossexuais e travestis em nosso país batem recordes.

A professora Marcela, dirigente da Apeoesp pela oposição, saudou o lançamento das candidaturas, destacando a importância da luta por uma educação de qualidade em combate aos ataques que os professores vêm sofrendo do governo golpista de Temer e dos governos nefastos para a educação do PSDB.

Todo o debate lançamento das candidaturas ficou bastante marcado pela discussão contra a opressão à mulher, na luta contra a precarização do trabalho que afeta diretamente as mulheres trabalhadoras e a luta pela legalização do aborto. A candidata a deputada federal Diana Assunção, trabalhadora da USP, apresentou a chapa nacional que o MRT está lançando para essas eleições, com a intenção de construir uma forte resistência contra a continuidade do golpe que está em curso diretamente contra os trabalhadores e pelo direito de o povo decidir em quem votar. Como lembrou, estas são eleições cada vez mais manipuladas pela grande mídia e o poder judiciário, ressaltando que, mesmo não tendo nenhuma confiança no PT, que abriu o caminho para essa direita golpista, é necessário a luta intransigente pelo livre direito de escolha da população.

Com o golpe institucional em 2016, foram desferidos diversos golpes contra os trabalhadores, com a aprovação da lei da terceirização, depois a reforma trabalhista e, agora, nestas eleições tuteladas pelo poder judiciário para escolher a dedo quem será o próximo implementador dos ajustes contra os trabalhadores e o povo pobre.

Durante a atividade, a professora Maíra Machado relembrou as várias denúncias que vêm fazendo por meio do Esquerda Diário e pela sua página, contra a retirada de verbas da educação e da saúde. Relembrou a campanha que fez pelas vagas nas creches em Santo André, que conta com um grande déficit, as UBS que a prefeitura vêm fechando na cidade. “É preciso combater a continuidade do golpe em nosso país, pois o futuro que a burguesia, apoiada pelo judiciário, reserva à maioria da população é de desemprego e miséria. Para a educação, os ataques serão imensos e podemos ver isso nos debates eleitorais. A maioria dos candidatos à presidência defende abertamente a privatização da escola pública e engana a população dizendo que gerarão empregos. Mas, na verdade, querem ir até o fim com a Reforma Trabalhista, para garantir que sejam empregos precários, mal remunerados e com um grande número de desempregados, base para chantagear os trabalhadores a se submeterem a qualquer condição de trabalho.” Defendendo que todos juízes e políticos ganhem como uma professora, e que todos sejam eleitos pela população com mandatos revogáveis, e todos os casos de corrupção sejam julgados por júri popular.

Maíra também destacou que no ABC paulista, bastião da CUT e do PT,“a restrição ao candidato que está em primeiro lugar nas pesquisas servirá para atacar a classe trabalhadora, limitando ainda mais nossos direitos democráticos. Mas não podemos deixar de dizer que o PT nunca enfrentou os golpistas, ao contrário, assimilou a prática de corrupção da política tradicional de nosso país, abriu as portas para o golpe institucional e aplicou ataques contra a população.”

Maíra também destacou que no ABC paulista, bastião da CUT e do PT,“a restrição ao candidato que está em primeiro lugar nas pesquisas servirá para atacar a classe trabalhadora, limitando ainda mais nossos direitos democráticos. Mas não podemos deixar de dizer que o PT nunca enfrentou os golpistas, ao contrário, assimilou a prática de corrupção da política tradicional de nosso país, abriu as portas para o golpe institucional e aplicou ataques contra a população.”

Por fim as candidatas convidaram a todos os trabalhadores e estudantes presentes na atividade a se incorporarem à campanha: “Quero chamar os professores e professoras que estão aqui, as mulheres, os negros e as negras, as LGBTs, a juventude, os estudantes da Fapss, da Federal do ABC, da Fundação Santo André, todos os trabalhadores que estão aqui para lutar junto com a gente para organizar a nossa classe de forma independente, para retomar nossos sindicatos e colocar toda a nossa força contra o avanço do golpe, construindo uma alternativa para superar o PT pela esquerda. Essa é a batalha que damos no dia a dia, em cada escola, em cada local de trabalho, e que queremos agora expressar politicamente. Sejamos milhares de vozes anticapitalistas nessas eleições manipuladas.”

VEJA A FALA COMPLETA ABAIXO:

No próximo sábado, dia 1/9, às 16h, na Casa Marx ABC*, será realizada a reunião aberta do comitê eleitoral da candidatura da Profa. Maíra Machado, para construir uma voz anticapitalista nestas eleições manipuladas.

*A Casa Marx ABC fica localizada na Rua Onze de Junho 694, em Santo André




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