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ARGENTINA

Lançada a campanha internacional "Não ao fechamento da PepsiCo Argentina"

"Madres de Plaza de Mayo Línea Fundadora" (ONG em defesa dos direitos humanos) como Cortiñas, Mirta Baravalle e Elia Espen aderiram a declaração em defesa dos trabalhadores da PepsiCo.

quarta-feira 28 de junho| Edição do dia

Os trabalhadores da PepsiCo Argentina estão levando adiante a luta por seus postos de trabalho rodeados de um enorme apoio e solidariedade. Desta vez, as Madres de Plaza de Mayo Nora Cortiñas, Mirta Baravalle e Elia Espen foram as primeiras a aderir a declaração intitulada: "Não ao fechamento. Não compre produtos Lays e PepsiCo" que impulsionamos em conjunto com outras personalidades dos direitos humanos, da cultura, da arte, da educação, com dirigentes sindicais, organizações estudantis e políticas que pudemos acompanhar na Argentina.

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Queremos ser milhões nos países da América Latina, da Europa e de todo o mundo que não aceitam que as empresas atropelem os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras!

A partir do fechamento ilegal imposto pela empresa desde o último dia 20 de Junho, os trabalhadores e trabalhadoras tem colocado através de sua luta medidas diferentes para que se volte a abrir a planta e que seus postos de trabalho sejam devolvidos.

A PepsiCo colocou na rua cerca de 600 famílias com um argumento completamente falso, afirmando que está atravessando uma "crise econômica", quando a própria companhia declarou ter havido lucros milionários que crescem ano após ano.

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Esta multinacional tem tentado arrasar com os direitos de seus trabalhadores continuamente. As condições de trabalho na PepsiCo eram terríveis, como dizem suas funcionárias: "trabalhamos até 16 horas mesmo grávidas, em um ritmo altíssimo".

Contra os ataques às condições de trabalho, o maltrato dos chefes e dos supervisores e por seu salário, começou a organização dos corajosos trabalhadores da PepsiCo, que durante todos estes anos se colocaram em defesa de cada um de seus direitos.

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Todos os atropelos e brutalidades da patronal sempre foram deixados de lado pelo Sindicato dirigido por Rodolfo Daer, que há 20 anos é o Secretário Geral do Grêmio da Alimentação e cuja única "proposta" para os trabalhadores que de um dia para o outro se colocaram nas ruas é a negociação por indenizações mais brandas.

A luta para que os trabalhadores da PepsiCo recuperem seus postos de trabalho é, em parte, a luta por todos os trabalhadores, se essa empresa pode fechar uma planta ilegalmente e deixar 600 famílias nas ruas, todas as empresas vão se sentir legitimadas a fazer o que quiserem, demitindo, flexibilizando e precarizando ainda mais.

DECLARAÇÃO:

"Não ao fechamento. Não compre produtos da Lays e da PepsiCo

Os trabalhadores da PepsiCo da Argentina na sua planta de Vicente López começaram uma vigília permanente na fábrica em resguardo da maquinaria e em defesa de seus postos de trabalho.

A multinacional líder no mercado de alimentos obteve, em 2016, lucros de US$ 10,3 mil milhões a nível mundial e fechou suas portas deixando 600 famílias nas ruas de maneira ilegal.

Realizando perante a justiça um procedimento para uma empresa em crise econômica, a própria companhia, em Abril, obteve no primeiro semestre do ano um lucro líquido de 1.318 milhões de dólares, 41,5% a mais do que no mesmo período em 2016.

No marco da crise econômica que atravessa o país, demite massivamente e de maneira discriminatória aos trabalhadores e trabalhadoras, descumprindo a legislação Argentina e dos Tratados Internacionais.

Exigimos a abertura da Planta e a reincorporação dos funcionários e funcionárias ao seu posto de trabalho de maneira imediata.

Apoiamos a todas as demandas exigidas pelos trabalhadores e impulsionamos uma campanha nacional de ’Não compre Lays e produtos da PepsiCo" até que se reabra a planta respeitando os postos e suas condições de trabalho.

Chamamos a todos e todas a fazerem parte e impulsionarem esta campanha."

Enviem ao e-mail do Esquerda Diário (esquerdadiario@gmail.com) assinaturas de apoio individuais, de universidades e locais de trabalho.

(texto de María Victoria Moyano, tradução de André Arruda)




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