Política

EXTREMA DIREITA

Lambe-botas: Bolsonaro é capaz de elogiar até o tratamento de Trump aos imigrantes latinos

Numa série de elogios ao reacionário presidente norte-americano, Bolsonaro chegou ao cúmulo de afirmar que o xenófobo Trump: "O cara diminuiu desemprego, melhorou economia, atendeu aos latinos que já estão lá".

terça-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

Charge: Latuff

O presidente Jair Bolsonaro elogiou o presidente americano Donald Trump por "atender" aos imigrantes latinos. "Por que o Trump é tão criticado pela imprensa dos Estados Unidos? O cara diminuiu desemprego, melhorou economia, atendeu aos latinos que já estão lá", disse o presidente a apoiadores que o aguardavam na saída do Palácio da Alvorada. "Notícia boa, a imprensa não vende? Será que é isso?", questionou Bolsonaro nesta terça-feira

Bolsonaro é tão capacho de Trump que legitima até sua política xenofóbica de perseguição aos migrantes, em muitos casos contra os próprios brasileiros. O tratamento da administração Trump reivindicado por Bolsonaro para os latinos é o do encarceramento em absurdas e arbitrarias prisões temporárias, sem a menor infraestrutura e com uma série de violações aos direitos que já resultaram até mesmo na morte de crianças.

Veja mais: Morre segunda criança imigrante sob custódia americana nos EUA

No final de janeiro, o governo dos EUA cobrou uma ação mais "agressiva" por parte do Brasil para conter o fluxo de imigração ilegal para o país, logo após remeter a Minas Gerais um voo com cerca de 70 brasileiros deportados, parte deles transportados algemados. Na última sexta-feira, chegaram a Belo Horizonte outros 130 brasileiros deportados.

As deportações atuais fazem parte de novo entendimento entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, que facilita o procedimento de saída de imigrantes considerados ilegais do país

Apesar dos elogios, Bolsonaro não quis comentar a retirada do Brasil da lista dos Estados Unidos de países em desenvolvimento, o que garantia privilégios comerciais, publicada nesta segunda-feira. Ao ser questionado pela imprensa sobre o tema, Bolsonaro foi embora. A decisão faz parte de um acordo costurado pelo presidente brasileiro para conseguir apoio dos americanos para o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A mudança facilita o que se chama de investigação de direito compensatório, que pode punir países que lançam mão de subsídios comerciais considerados injustos. Além do Brasil, estão na lista cerca de outros 20 países como China, Argentina, África do Sul e Índia.

Com informações da Agência Estado




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