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LATAM anuncia demissão de 1400 na América Latina e o Brasil será o próximo: não vamos pagar pela sua crise

A companhia aérea LATAM Airlines anunciou hoje que irá demitir 1.400 funcionários de suas filiais no Chile, Colômbia, Equador e Peru, afirmando pela redução drástica na redução de suas operações devido à pandemia do novo coronavírus.

sábado 16 de maio| Edição do dia

Com a pandemia os empresários preferem salvar os seus lucros e deixar mais de mil trabalhadores na rua no meio desta maior crise que a América Latina irá passar na história.

No Brasil, os trabalhadores também sofrem cortes de salários e licenças não remuneradas graças a MP do Bolsonaro, além to terrorismo diário da empresa. Ainda não divulgaram números no Brasil, mas já se espera demissões massivas após junho, quando encerra a negociação sindical que aprovou corte de salário e não demissão por esses três meses.

A LATAM apenas no final de 2019 lucrou US$268,9 milhões e agora quer que os trabalhadores paguem pela crise? Quantos empregos serão cortados e famílias ficarão sem sustento enquanto os acionistas da aviação não mexem em um centavo do seu capital acumulado? A LATAM diz aos seus funcionários que fizeram de tudo, mas os cortes são inevitáveis, contudo não abrem as contas da empresa para provar quando dizem que não há o que fazer mais e é preciso reduzir os funcionários.

Isso porque o discurso dos CEOs é milimetricamente pensado no sentido de criar empatia, enquanto fazem demagogia em cima da vida de milhares. Os altos cargos e CEOs da LATAM podem até ter reduzido seus rendimentos imediatos com a crise, mas são milionários que por anos lucraram a partir da exploração do trabalho, pessoas que tem propriedades e capital acumulado, seus interesses são opostos dos trabalhadores. Assim como suas vidas, dizem não ter o que fazer, mas terminam o dia em suas mansões de luxo, enquanto o trabalhador pega o ônibus para ir embora e mal tem dinheiro para fechar as contar com seu salário cortado.

Frente a essa enorme crise os sindicatos precisam organizar os trabalhadores, chamar reuniões e assembléias que desde já pense uma resposta as demissões que virão em breve no Brasil. Já articular um plano que não aceite passivamente os ataques, informando e articulando essa categoria tão grande e com tanto peso econômico. Contudo vemos que as direções sindicais atuam do lado dos interesses da chefia, desarticulando os trabalhadores e abandonando-os a própria sorte, fazendo crescer na categoria um sentimento de que “não há o que fazer”.

Contudo, sim há o que fazer: não aceitar que descarreguem a crise nas nossas vidas, exigir dos sindicatos que coloquem sua estrutura para organizar e resistir a esse enorme ataque que esta por vir. Exigir como programa primeiro, a proibição de qualquer demissão e o fim dos cortes salariais, se dizem que estão em crise, que abram suas contas e provem! A patronal se organiza mundialmente e os trabalhadores também podem fazer isso se solidarizando e apoiando a luta contra as demissões nos outros países.




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