Política

UNICAMP

Knóbel veta terceirizados na assembleia universitária e os faz trabalhar mais

Reitoria da Unicamp veta que trabalhadores terceirizados participem da assembleia de todos os setores da universidade. Além disso, estende o horário do bandejão durante o tempo da assembleia, aumentando o trabalho daqueles que constroem a universidade, mas não são considerados trabalhadores e agora se enfrentam com um plano de demissões que vai deixar 330 famílias na rua.

segunda-feira 14 de outubro| Edição do dia

A reitoria aprovou no último Conselho Universitário um chamado para assembleia de toda a Unicamp. Contraditoriamente, enquanto diz que irá defender a universidade pública, além de ameaçar demitir 330 trabalhadores do bandejão, não irá liberar esses trabalhadores, junto com os da limpeza e manutenção para a participação na assembleia universitária. Mostrando que para Knobel, esses trabalhadores não fazem parte da Unicamp.

Essa assembleia poderia ser um grande exemplo nacional, colocando a Unicamp na linha de frente da luta contra os ataques à educação de Bolsonaro e sua corja. Contudo, ao transformar em um espaço unicamente midiático, com os encaminhamentos já decididos anteriormente em acordo com as gestões das entidades do movimento estudantil e sindical da Unicamp, não tendo o conjunto dos participantes direito a voto, e não liberando os trabalhadores, impedem que a própria estrutura de poder da universidade seja enfrentada a serviço de uma universidade verdadeiramente voltada à classe trabalhadora e ao povo pobre. Batalhas que nós da Faísca viemos dando em cada assembleia e instituto da Unicamp, também com o DCE da Unicamp que está fazendo coro a essa política.

Contraditoriamente também, no mesmo conselho universitário em que se aprovou a proposta de assembleia universitária, a reitoria aprovou os fundos patrimoniais. Nessa proposta, organizam com fundações privadas a gestão de parte do financiamento da universidade, estreitando laços com a iniciativa privada. É possível defender a universidade pública aprovando os fundos patrimoniais e demitindo 330 terceirizados, em sua maioria composto de mulheres negras?

Nós da Faísca exijimos que todos os terceirizados sejam liberados para participar da assembleia universitária e sejam tratados como qualquer outro trabalhador da Unicamp. Isso inclui batalhar para que nenhum trabalhador seja demitido e que sejam efetivados sem a necessidade de concurso público, acabando com a precarização que passa esses trabalhadores e para que tenham os mesmos direitos que os efetivos.




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