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Ku Klux Klan convoca marcha em comemoração à vitória de Trump

No próximo dia 3 de dezembro o grupo Loyal White Knights (Cavaleiros Leais Brancos) realizará uma marcha no estado da Carolina do Norte, para celebrar a vitória de Trump.

sábado 12 de novembro| Edição do dia

O grupo faz parte da Ku Klux Klan, organização que propaga a supremacia branca através de violência contra a população negra. A partir das últimas décadas, tem direcionado seu ódio também aos imigrantes.

David Duke, uma das principais figuras do KKK afirmou que essa organização foi fundamental para a vitória de Trump. Em um tuíte afirmou "Não se enganem. Nosso povo desempenhou um ENORME papel na eleição de Trump."

O desfile ainda não tem local e horário definido mas acontecerá na cidade de Pelham, na fronteira com o estado da Virgina. O estado da Carolina do Norte aprovou, para as eleições presidenciais de 2016, medidas que visavam dificultar a votação por parte de sua população negra.

No site dos Cavaleiros lê-se "Trump uniu meu povo". Estima-se que esse grupo tenha entre 150 e 200 membros. O líder do partido republicano na Carolina do Norte, Robin Hayes, declarou: "Estamos estarrecidos e condenamos esta ideologia extrema e suas ações, da maneira mais enfática possível." A campanha de Trump também se pronunciou repudiando a marcha.

Ao longo de sua campanha Trump recebeu apoio entusiástico da liderança do KKK e somente na reta final sua campanha tratou de desvencilhar-se do KKK, ainda que Trump não tenha publicamente repreendido a KKK, tanto durante a campanha quanto em relação a esta marcha.

O anúncio desta marcha da KKK se dá em meio a importantes demonstrações de resistência da população norte-americana, como a marcha de dezenas de milhares em Nova Iorque no último dia 9. Diversos alunos secundaristas tem parado as aulas e realizado atos em suas escolas contra Trump. Ao mesmo tempo, crimes de ódio tem aumentado drasticamente ao longo da semana, assim como demonstrações racistas nas redes sociais.

A marcha da KKK pode abrir um novo momento político para esta organização, que agora conta com um apoiador na Casa Branca, e precisa ser repudiada e combatida por todas as forças democráticas, progressistas e socialistas. Embora os partidos democrata e republicano tenham repudiado sua realização, não são capazes de barrar o KKK pois esta organização racista faz parte do próprio regime político bipartidário norte-americano.

Cabe à classe trabalhadora, ao povo negro, às mulheres, juventude , aos LGBTs combaterem de todas as maneiras o avanço das forças racistas.




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