Kátia Abreu, vice de Ciro, defende que mulheres sigam morrendo em abortos clandestinos

Douglas Silva

Estudante da UFJF

quinta-feira 16 de agosto| Edição do dia

Em entrevista para a Folha de São Paulo, Kátia Abreu, vice de Ciro Gomes, defende que mulheres sigam morrendo em abortos clandestinos, se colocando veementemente contra a legalização no Brasil. Abreu ainda vai mais longe, defende, inclusive, que as mulheres devem dar a luz a bebês anencéfalos.

A “motosserra de ouro”, além de se colocar contra o direito de um aborto legal, seguro e gratuito para as mulheres, não poupa elogios ao tucano, Geraldo Alckmin e sua vice candidata à presidência, latifundiária e autora de lei para criminalizar protestos, a senadora Ana Amélia (PP). “[...] eu até trocaria ela de lugar para ser a candidata a presidente. Ela é melhor que o candidato. Eu gosto dele, já votei nele uma vez, não é nenhum ataque pessoal, ele é uma pessoa correta. É uma questão circunstancial.”, diz Abreu.

Se aproximando do que defende o reacionário Bolsonaro, a senhora do agronegócio se posiciona a favor do porte de armas dizendo que “todo mundo sabe que os fazendeiros estão desarmados.” Mais uma posição reacionária da vice de Ciro que se volta contra as mulheres, os trabalhadores, indígenas e movimentos sociais. Abreu continua e velha senhora do agronegócio, assassina de índios e quilombolas. Senhora do latifúndio como sempre foi.

Sobre a aborto, se posiciona como sempre, como uma mulher unida pelo gênero a tantas outras, mas separada pela classe. Assim como Dilma que, durante todo o governo - bem como Lula -, não avançou em nada sobre a legalização do aborto no Brasil.

Abreu vai além, “as mulheres e homens do Brasil são contra o aborto. Ninguém é feliz com o aborto. A legislação apresenta três quesitos: o risco de vida da mãe, o estupro e o anencéfalo. Eu quero fazer um registro que o anencéfalo eu votei contra.” Ela continua, “a mãe tem de dar à luz ao anencéfalo? Acho que sim.”

Enquanto milhares de mulheres lutam pelas suas vidas ao redor do mundo e a maré verde tomou a Argentina, a chapa de Ciro vem na direção oposta. Vem, assim como o PT e o Kircherismo na Argentina, acenando à Igreja e aos setores mais conservadores que defendem que as mulheres sigam morrendo em abortos clandestinos.

Ciro e Abreu podem até ser alternativa, mas não para os trabalhadores e o povo pobre. São alternativa para os capitalistas. Senhores de tudo que existe de podre no regime brasileiro.




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