Política

RETIRADA DE DIREITOS

Kalil quer retirar direitos de servidores públicos de BH por meio de emenda

Alexandre Kalil (PHS), depois de ser responsável por uma verdadeira cena de guerra com a repressão aos trabalhadores de rua (camelôs) e de, por meio de decreto retroceder e inserir a proibição da discussão de gênero nas escolas, agora quer tirar direito de servidores gradativamente.

terça-feira 17 de outubro| Edição do dia

A emenda substitutiva foi enviada ontem (16.10) para o Projeto de Lei 378/17. A emenda impõe reajustes remuneratórios aos servidores e empregados públicos da administração direta e indireta do Poder Executivo e de outras providências. Inicialmente, a emenda conteria o reajuste dos Trabalhadores de Educação (o que não era menos pior), porém agora se estende a todos os servidores da rede municipal.

Os cortes são diretamente no quinquênio, férias prêmio e licença para acompanhar pessoa doente na família. Sobre o quinquênio este só será contado a partir do momento que o servidor adentrar à rede municipal de BH deixando de ser contado possíveis empregos em outras prefeituras. As férias prêmio que antes poderiam ser vendidas e pagas em espécie, não poderão mais e perde-se o direito de acompanhar pessoas doentes da família, bem como a remuneração de um mês nesses casos.

A Diretoria Colegiada do Sind-REDE/BH tirou alguns encaminhamentos diante de tais ataques: envio de ofício ao prefeito e aos vereadores exigindo a retirada da emenda, além de um projeto específico para o reajuste dos servidores; conversa com o líder do governo na Câmara Municipal de BH para informar a posição das entidades contra a retirada de direitos; plenária de representantes de Escola/Umei no dia 25.10 e Assembleia Geral da categoria no dia 10.11.

A Diretoria Colegiada afirmou também que com a aprovação do Projeto de Lei em primeiro turno irá à Câmara Municipal verificar formas de evitar que o projeto acelere sua tramitação nas comissões de Legislação e Justiça, Administração Pública, Orçamento e Finanças Públicas.

Nossas vidas valem mais que o lucro deles! Por que o prefeito não reduz os salários dos políticos e faz com que todos recebam o mesmo salário de uma professora? Essas medidas que atacam diretamente os trabalhadores, racistas como a repressão, LGBTfóbicas como as da escola e essa contra as categorias dos servidores têm de ser refreadas por meio de greves e atos de rua. Faz-se necessário retomar o caminho da Greve Geral para barrar os ataques de todos os governos!




Tópicos relacionados

Belo Horizonte   /    Política

Comentários

Comentar