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ATO FORA TEMER

Juventude toma as ruas contra o racismo e o golpista Temer

Odete Cristina

São Paulo

sábado 3 de setembro| Edição do dia

Nessa sexta-feira, 2 de setembro, ocorreu pelo quinto dia seguido um ato contra o golpe institucional que se consolidou na última terça. Convocado por mulheres negras, o ato “A casa grande surta quando a senzala vai às ruas” tinha como objetivo denunciar o racismo dos golpistas e principalmente de Temer.

Devido ao bloqueio do forte aparato da Polícia Militar, o ato não conseguiu seguir seu trajeto inicial. Porém, a marcha resistiu e decidiu mudar a direção do ato para à Praça Panamericana, onde existe um restaurante chamado Senzala, mas novamente o choque bloqueou a passagem, impedindo que os manifestantes pudessem seguir com o ato. A candidata a vereadora do MRT pelo PSOL, Diana Assunção, esteve presente no ato, para denunciar o caráter racista desse golpe e o absurdo de impedir o direito a manifestação.

O ato foi composto por militantes do Movimento Negro, partidos de esquerda como MRT, MAIS, Juntos, Rua e por diversos jovens independentes que vem saindo às ruas na luta contra o golpe. Os militantes da Faísca – Juventude Anticapitalista e Revolucionária e do Movimento Revolucionário de Trabalhadores estivemos presentes no ato para denunciar o racismo desse governo golpista, colocando a necessidade de que os negros estejam na linha de frente da luta para colocar abaixo o governo golpista e a retirada das tropas de Dilma, Lula e Temer do Haiti. Com uma forte agitação expressando que não vamos sentar nem abaixar a cabeça para essa polícia assassina e para esse governo golpista e racista

A juventude mais uma vez demostrou nas ruas sua disposição de lutar contra o golpe. Como muito bem colocou Diana Assunção é necessário fazermos um novo junho contra os golpistas e seu racismo. Não podemos ter nenhuma ilusão no PT que durante o seu governo implementou diversos ataques contra a população negra, como o aumento da terceirização, as UPPs e as tropas no Haiti, além de paralisar a classe trabalhadora por meio de seus aparatos sindicais como a CUT e a CTB, assim como fizeram com a juventude da UNE e Ubes. A juventude está assumindo sobre os seus ombros a tarefa de combater nas ruas o governo golpista, mas temos que manter o olho aberto para não cumprir um papel "funcional" ao PT, que adoraria encobrir a paralisia que segue impondo nos grandes sindicatos e Centrais, usando a juventude como massa de manobra pra seus projetos eleitoralistas, que não enfrentam seriamente os golpistas.

Acompanhe a cobertura feita pelo Esquerda Diário, militantes do MRT e da Faísca Anticapitalista e Revolucionária que estiveram presentes.




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