Política

MAIORIDADE PENAL

Juventude nas ruas contra a redução em SP e no RJ

As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro foram marcadas nesta terça feira, dia 7 de Julho, por atos contra a redução da maioridade.

quarta-feira 8 de julho de 2015| Edição do dia

Reunindo cerca de 4 mil pessoas na capital paulista e quase mil na carioca, a maior parte dos ativistas eram jovens estudantes e trabalhadores que se indignaram com os últimos acontecimentos na Câmara dos Deputados e a possibilidade da redução da maioridade penal se tornar realidade.

Enquanto a grande mídia pouco falou sobre o fato da Avenida Paulista ter sido totalmente ocupada pelos manifestantes, o ato mostrou que é possível mobilizarmos a população contra esse que se configura como um dos maiores ataques à juventude brasileira dos últimos anos. Desde centenas de estudantes secundaristas e universitários até a população que ia ampliando as fileiras ao longo da marcha, o ato caminhou até a praça Roosevelt e teve seu fim sem repressão, algo inédito para muitos jovens que tem se movimentado desde Junho de 2013. Para além do bloco da Juventude Às Ruas, participaram também o PSTU, Juntos, Território Livre, sindicato dos metroviários, RUA, setores anarquistas e outros grupos políticos.

No Rio de Janeiro, um importante ato com um forte peso de secundaristas, mas também com correntes como MEPR, RUA, LPJ e outros, marchou pelo centro carioca na Avenida Rio Branco. Figuras como Gregório Duvivier estavam presentes. A Juventude Às Ruas em suas faixas e cantos denunciou não apenas a redução da maioridade penal, como também o aumento das penas que está sendo proposto pelo PT e PSDB e defendido pela Folha de S. Paulo.

Apesar da importância que esses atos tiveram, alguns limites e contradições devem ser apontados. Tanto no Rio quanto em São Paulo, setores governistas - como UJS e Levante Popular da Juventude - denunciavam Eduardo Cunha e a proposta de emenda de maneira totalmente deslocada dos ataques que o governo federal vem fazendo à população, como o ajuste fiscal da Dilma e os cortes na educação. E mais, repudiavam a redução como algo absurdo, mas se silenciavam diante do acordo entre PT e PSDB para aumentar as penas dos jovens entre 16 e 18 anos, ampliando o tempo de internação.




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