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JULGAMENTO LULA

Juventude Faísca: pelo direito do povo escolher seu voto, contra a condenação arbitrária de Lula

A juventude Faísca publica no Esquerda Diário sua declaração sobre o processo arbitrário de julgamento do Lula. Confira

quarta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

O golpe institucional que em 2016 derrubou Dilma Rousseff não foi um acontecimento pontual. Seu efeito e projeto se estendem a longo prazo e podem ser sentidos com ataques ainda mais brutais dos que os já realizados pelos governos petistas, vide a reforma trabalhista e da previdência propostas e aceleradas pelo presidente Michel Temer. Mesmo com a concretude do impeachment de Dilma e a continuidade de Temer na presidência, ainda que com forte pressão popular e uma intensa crise na base parlamentar, os objetivos do golpe ainda não foram dados por vencidos. Prova deste fator é o julgamento do ex-presidente Lula que acontecerá dia 24 de janeiro em Porto Alegre e que conta com um intenso aparato alegórico do judiciário e da burguesia para que, com isso, tire o nome de Lula da corrida presidencial.

O julgamento desta quarta-feira é a continuação escancarada do golpe e que se alastra de forma ainda mais brutal na classe trabalhadora e nos setores oprimidos. Os objetivos políticos do jogo empreendido desde o final de 2015 visa atacar a juventude ao cortar as possibilidades de trabalho e inviabilizar a aposentadoria. Visa atacar as mulheres, negros e LGBTs em projetos como a “Cura Gay”, no maior cerceamento de atividades culturais, no aumento do policiamento, sobretudo militar, nas zonas periféricas da cidade. Visa coibir o direito de se manifestar ao acionar o Exército para reprimir atos como na Marcha à Brasília ou na brutal repressão ao ato contra o aumento da tarifa em São Paulo, nesta terça (23), ainda que estes sejam respaldados pela lei antiterrorismo assinada pelo governo de Dilma.

Diante de tamanha conjuntura o julgamento do ex-presidente vem de forma completamente antidemocrática e do seio do judiciário, que atua hoje como um partido de alta influência em defesa dos interesses da burguesia despejando nas costas da classe trabalhadora as contas deste jogo. Os governos petistas foram anos de conciliação direta com a burguesia onde as migalhas foram jogadas ao povo enquanto o banquete foi servido aos ricos. Nós, da Faísca, nos colocamos diretamente contra este projeto de conciliação de classe que o Lula e o PT carregam, que se mostraram de direto ataque à classe trabalhadora e à juventude, e uma completa ilusão de que é possível viver em um capitalismo mais humano. Saímos em defesa de uma alternativa anticapitalista e revolucionária que traga mudanças reais ao povo, capaz de combater a direita e não nos limitar à estratégia da miséria do possível que o projeto conciliatório e ameno do PT nos trouxe.

A possível condenação de Lula é uma continuidade do golpe institucional e uma forma de alterar a corrida presidencial de 2018 tirando do povo o direito de decidir em quem votar. Portanto nos colocamos contra este julgamento totalmente arbitrário e ao papel que o judiciário e a operação Lava Jato vêm tomando nos últimos anos: sem nunca terem recebido um voto, decidem os rumos do país. A saída tem que ser à esquerda, dada pelo povo e não por homens de toga em seus gabinetes. As grandes centrais sindicais e estudantis precisam organizar uma nova greve geral pelo direito das massas decidirem em quem votar, contra a reforma da previdência e pela anulação da reforma trabalhista, da terceirização irrestrita e todos os ataques contra a classe trabalhadora e a juventude. Batalhando também para impor pela nossa luta um Assembleia Constituinte Livre e Soberana, onde sejam os trabalhadores, a juventude e o povo pobre os que decidirão os rumos do país. Nós seguiremos em luta por uma alternativa da classe trabalhadora, que escancare o projeto falido do PT e traga uma alternativa de fato socialista que se proponha a mudar os rumos da história.




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