Política

BLOQUEIO DE BENS DA ODEBRECHT

Justiça não encontra dinheiro para bloqueio de bens da bilionária e corrupta Odebrecht

Segundo coluna de Monica Bergamo na Folha, a Justiça, via ação popular, ordenou o bloqueio de R$500 milhões de uma conta da Odebrecht, mas só encontrou R$ 200 mil na conta da empresa.

quarta-feira 12 de julho| Edição do dia

O bloqueio de R$ 500 mi estaria destinado a cobrir o financiamento, via BNDES, para a construção da Arena Corinthians, o Itaquerão. O pedido foi realizado por meio de uma ação popular, que discute a regularidade da negociação com o banco.

A surpresa, no entanto, é que só havia R$ 200 mil na conta da Odebrecht, monopólio nacional que representa a cara das propinas, acordões e todo tipo de corrupção com todos os partidos patronais e seus políticos e é a máxima expressão da lama em que nosso regime está imerso. A partir da Lava Jato, as relações espúrias da empresa com setores da direção do Corinthians, como Andres Sanchez, André Negão e Vicente Cândido, vieram à tona. Sem a incidência de juros, o valor a ser quitado pelo time paulista é de R$ 420 mi.

No último período, a empresa tem sido forçada a bloquear suas contas em 13 países e chegou a considerar a possibilidade de decretar falência, após ter que pagar R$ 2,6 bilhões aos Estados Unidos. Essa é mais uma prova de como a corrupção é intrínseca ao capitalismo e internacional. No Brasil, os setores do Judiciário, encabeçados por Moro e Janot, à frente das delações têm demonstrado seus interesses no enfraquecimento das corruptas empresas nacionais, mas com o objetivo último de fortalecer multinacionais imperialistas que querem lucrar no Brasil às custas de nossos recursos nacionais e nossos direitos, como mostra a aprovação da Reforma Trabalhista ontem no Senado.

Apenas a partir de um júri verdadeiramente popular, com os trabalhadores e a população como aqueles que de fato estão interessados em acabar com a corrupção e os privilégios de uma casta política comprometida até o pescoço, poderemos ir até o final contra a lama da Odebrecht, confiscando seus bens e estatizando sob controle dos trabalhadores, para garantir que não sejam nem os políticos corruptos nem os imperialistas a lucrar com as obras públicas.




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