Sociedade

MAFIA DOS TRANSPORTES

Justiça mantém R$3,40 para ônibus municipais no RJ

sexta-feira 17 de novembro| Edição do dia

Os passageiros vão continuar a pagar o valor de R$ 3,40 para circularem em ônibus municipais. A desembargadora Margaret de Olivaes, da 18º Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, negou, na noite desta quinta-feira, o pedido de efeito suspensivo dos quatro consórcios que operam as linhas de coletivos na cidade do Rio.

A magistrada manteve a liminar da 1º instância que reduziu o valor da passagem de R$3,60 para R$ 3,40. 

O decreto municipal que autorizou o reajuste em R$ 0,20 no valor das passagens de ônibus, a partir de janeiro de 2016, foi considerado abusivo pela Justiça. O mérito do recurso das empresas ainda será julgado em breve pelos desembargadores que integram a Câmara.

A redução do valor das passagens entrou em vigor nesta quarta-feira. A diminuição da tarifa cumpriu a decisão da Justiça e decreto da prefeitura publicado na edição desta segunda-feira do Diário Oficial. Em agosto deste ano, em outra ação movida pelo Ministério Público, a Justiça já havia determinado que a tarifa abaixasse de R$ 3,80 para R$ 3,60.

— A gente não tem de volta em forma de serviço o valor que pagamos. O serviço tem suas precaridades. Não é difícil encontrar bancos quebrados, sujeira e portas danificadas. A situação é complicada para os motoristas também, que ficam à mercê de tudo isso — afirmou ao Jornal O Globo, na manhã daquela quarta-feira, o passageiro Teonas Santos da Silva, de 39 anos.

Devemos lutar para que seja a mafia dos ônibus e os corruptos os que paguem pela crise no Rio de Janeiro, a diminuição da passagem não altera o fato de ainda lucrarem bilhões com o serviço. É preciso ir além e defender a estatização das empresas de transporte sob controle dos funcionários e usuários, só assim podemos dar uma resposta de fundo no problema dos transportes que perpassam uma corja de poderosos que se apropriam do que é publico para lucrar e explorar trabalhadores, com dupla jornada e baixos salários, que nem sempre são pagos.

Fonte da Foto: O Globo




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