PORTO ALEGRE

Justiça determina reintegração de posse da Ocupação Mulheres Mirabal em Porto Alegre

Nesta segunda-feira (10), a pedido da Procuradoria Geral do Município de Porto Alegre, foi determinada reintegração de posse do prédio atualmente ocupado, localizado na Rua Souza Reis, 132 - Bairro São João - antiga escola Benjamin Constant. A Ocupação Mirabal faz acolhimento à mulheres vítimas de violência doméstica.

segunda-feira 10 de setembro| Edição do dia

A Ocupação Mulheres Mirabal, desde 2016, realiza acolhimento de mulheres vítimas da violência machista. Naquele ano ocuparam um prédio localizado na Rua Duque de Caxias, no Centro Histórico em Porto Alegre. A Congregação Salesiana, ligada à Igreja, e que tem propriedade do imóvel vinha solicitando a reintegração do espaço.

Em negociação com o estado, ficou acordado que o movimento utilizaria uma escola fechada por Sartori no bairro São João para seguir prestando os serviços de acolhimento às vítimas de violência. Porém, o prédio previsto no acordo foi passado à prefeitura de Porto Alegre, que agora alega ser ilegal o repasse do espaço para prestação deste serviços por parte do movimento.

A ocupação segue ocorrendo na Duque de Caxias, porém como forma de pressionar pelo cumprimento do acordo, parte das mulheres atendidas na Mirabal foram transferidas para a antiga escola, localizada na Rua Souza Reis, 132 - Bairro São João - antiga escola Benjamin Constant.

A prefeitura alega que o espaço deve ser utilizado para a educação. Entretanto, a escola já estava fechada há meses, sem prestar nenhum tipo de serviço. Relatos de apoiadores da ocupação dão conta de que inclusive os moradores da região comentaram sobre o fato do prédio já estar vazio há muito tempo, e que era bom que fosse utilizado. A gestão de Marchezan (PSDB) sucateia a educação pública municipal, onde faltam cerca de 600 professores, mas utiliza isso como justificativa para reprimir as mulheres que reivindicam mais investimentos no combate à violência doméstica.

É necessário cercar de solidariedade a ocupação e sobretudo as mulheres e crianças atendidas, vítimas da violência machista e do Estado que é cúmplice dessa situação alarmante. A cada 20 minutos uma mulher é vítima de violência no Rio Grande do Sul, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, e a ocupação é também uma forma de denunciar tal situação. No Facebook, a Mirabal convoca apoiadores para participar da vigília conta a reintegração.




Comentários

Comentar