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Juremir Machado pede demissão ao vivo por sofrer censura de entrevistar Bolsonaro

O jornalista do programa Bom Dia com Rogério Mendelski da Rádio Guaíba, Juremir Machado da Silva na manhã desta terça-feira (23) pediu demissão ao vivo após entrevista realizada com o candidato à presidência da república Jair Bolsonaro (PSL), pois o candidato exigiu que não fosse realizadas perguntas dos jornalistas a ele durante a entrevista.

terça-feira 23 de outubro| Edição do dia

O jornalista do programa Bom Dia com Rogério Mendelski da Rádio Guaíba, Juremir Machado da Silva na manhã desta terça-feira (23) pediu demissão ao vivo após entrevista realizada com o candidato à presidência da república Jair Bolsonaro (PSL), pois o candidato exigiu que não fosse realizadas perguntas dos jornalistas a ele durante a entrevista.

Juremir e outro jornalistas, acompanharam os questionamentos e as declarações de Bolsonaro, mas foram impedidos de se manifestar. Segundo Mendelski, ao longo da conversa por telefone, Bolsonaro não soube da presença de outros jornalistas no estúdio. No entanto, ele admitiu a existência de um pedido prévio. “O silêncio de vocês foi uma condição do candidato”, afirmou Mendelski.

Juremir questionou o apresentador sobre a exigência de Bolsonaro ao dizer que “nós poderíamos dizer que o candidato nos censurou?”. Onde foi respondido pelo apresentador dizendo que “ele disse que falaria somente comigo”, ao se referir a Bolsonaro. Logo em seguida Juremir alegou ter sido humilhante e declarou demissão da Rádio ao vivo.

Veja o vídeo do programa onde o jornalista anuncia sua demissão:

É totalmente absurda as exigências de Bolsonaro que não fosse realizada perguntas de jornalistas críticos a ele. Isso mostra uma verdadeira censura por parte de Bolsonaro e da Rádio Guaíba que pertence à Rede Record di Bispo Macedo, que é apoiador de Bolsonaro, ao não deixar demais jornalistas poder fazerem perguntas a um candidato à presidência da República.

Bolsonaro que foge de todos os debates, por dizer ser uma medida estratégica, ao mesmo tempo que vai em atos públicos e concede entrevistas à Record no mesmo horário que um dos debates do segundo turno ocorreria, mostra essas medidas de Bolsonaro é bastante funcional ao favorecimento dos interesses do candidato, que já provou inúmeras vezes não ter nenhum domínio da arte de debater com os adversários. Preferindo pregar seus discursos de ódio para seus fiéis apoiadores, que alimentados por ele, estão agora se sentindo fortalecidos para atacar todos os que não compactuam com esses absurdos, como aconteceu diante do brutal assassinato do mestre Moa do Katendê.




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