Julgado por improbidade administrativa, Alckmin obtém sigilo de justiça no seu caso

quinta-feira 27 de setembro| Edição do dia

Imagem: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Em mais uma demonstração da parcialidade do judiciário, o juiz Alberto Alonso Muñoz, da 13ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, decretou segredo de Justiça na ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público paulista contra o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato à Presidência pelo PSDB. O tucano e seu ex-secretário e tesoureiro de campanha Marcos Monteiro são acusados de enriquecimento ilícito pelo suposto recebimento de R$ 7,8 milhões de caixa dois da Odebrecht na eleição de 2014 ao governo do Estado.

O sigilo foi decretado a pedido do juiz da 1ª zona eleitoral de São Paulo, Francisco Carlos Shintate, onde Alckmin é investigado pelo suposto crime de caixa dois de R$ 10,3 milhões pagos pela Odebrecht nas campanhas de 2010 e 2014 a governador. Em ofício enviado ao magistrado da 13ª Vara, o juiz eleitoral afirma que o promotor Ricardo Manuel Castro moveu uma ação contra o tucano com "ampla publicidade" e usando prova "emprestada" de um inquérito policial eleitoral que está em segredo de Justiça.

Enquanto que para a prisão e o impedimento da candidatura de Lula, a Lava-Jato, e especialmente o juiz Sergio Moro, utilizaram-se de todas as artimanhas possíveis, incluindo o vazamento de delações para a imprensa, no caso do tucano garanta-se o sigilo do caso justamente na intenção de preservar suas mínimas.

A ação contra Alckmin foi ajuizada por Castro no dia 3 de setembro. Na ação, ele lista seis testemunhas que foram ouvidas e apresentaram documentos a ele que indicam nove pagamentos da Odebrecht à campanha de Alckmin em 2014. Entre elas estão os ex-executivos da empreiteira Arnaldo Cumplido e Luiz Eduardo Soares, o doleiro Álvaro Novis, responsável por operar os pagamentos da Odebrecht, e um funcionário dele que fazia as entregas em hotéis e residências de São Paulo.

Na ação, o promotor pede o bloqueio de bens no valor de R$ 39 milhões e suspensão dos direitos políticos. Em nota, Alckmin disse que não comentaria a decisão da Justiça, mas repetiu que "a ação não tem fundamento, fruto de um erro do promotor, e quem leu percebeu os equívocos".

A frustração do judiciário é que mesmo diante de todas as suas manobras para abrir caminho e preservar Alckmin, seu candidato escolhido a dedo para conduzir as reformas não conseguiu em momento algum minimamente emplacar nas pesquisas.




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